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Estudante da Ufra É Preso por Perseguição Contra Professora no Pará

Um estudante da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus de Paragominas, no nordeste paraense, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Pará. O jovem é suspeito de praticar o crime de perseguição, conhecido internacionalmente como stalking, contra uma professora da instituição.

O crime de perseguição, tipificado no artigo 147-A do Código Penal Brasileiro, prevê pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa, para quem persegue alguém de forma reiterada, ameaçando sua integridade física ou psicológica. No contexto amazônico, a aplicação da lei busca coibir práticas que afetam a segurança e o bem-estar, especialmente em ambientes acadêmicos que deveriam ser de livre aprendizado.

Entenda o caso

Segundo informações da Polícia Civil, a ocorrência teve início após a Polícia Militar ser acionada pela própria universidade. A instituição relatou que um estudante estaria importunando uma docente durante um evento realizado no campus. Ao chegarem ao local, os policiais realizaram os primeiros levantamentos e conduziram as partes envolvidas para a Delegacia de Polícia Civil de Paragominas.

Em depoimento, a professora relatou que o estudante estaria inconformado com uma reprovação em disciplina ministrada por ela no ano de 2025. De acordo com a vítima, essa reprovação desencadeou uma série de comportamentos voltados a desestabilizá-la emocionalmente. A docente detalhou que, nos últimos meses, o aluno teria deixado bilhetes em seu veículo, realizado filmagens não autorizadas em sala de aula, provocado barulhos com móveis e batido portas durante as aulas. Além disso, o estudante teria enviado mensagens com tom ameaçador e feito repetidas solicitações de amizade em redes sociais, como o Instagram.

A professora enfatizou que as atitudes do aluno tinham como objetivo causar abalo emocional e psicológico. Como evidência, ela apresentou à polícia áudios nos quais o estudante teria afirmado a terceiros que faria “de tudo para atormentar a vida dela”. A situação se agravou, levando a docente a buscar amparo legal.

Medidas protetivas e prisão em flagrante

Diante dos fatos, os episódios motivaram um pedido de medidas protetivas em 2025. Contudo, essas medidas foram posteriormente revogadas pela Justiça. O entendimento judicial na época foi de que não havia contexto de violência doméstica ou familiar, uma vez que a relação entre os envolvidos era estritamente acadêmica.

Nesta semana, durante a realização de um evento promovido pela Ufra, o aluno teria se aproximado novamente da professora com a intenção de provocá-la, conforme relatou a vítima. A aproximação foi impedida pelo marido da docente, que também estava presente no local. Esse incidente resultou em uma breve discussão e no acionamento da Polícia Militar, que posteriormente encaminhou a situação à Polícia Civil.

Após analisar os depoimentos e o histórico apresentado pela vítima, a Polícia Civil considerou que havia indícios suficientes da prática do crime de perseguição, em sua forma majorada. A majoração se dá pelo fato de o crime ter sido cometido contra uma mulher, circunstância prevista no §1º do artigo 147-A do Código Penal. A prisão em flagrante foi efetuada.

O caso seguirá sob a apreciação do Poder Judiciário e do Ministério Público do Pará, que tomarão as providências cabíveis para a continuidade do processo. A ação policial visa garantir a segurança e coibir atos de assédio e perseguição, reforçando a importância da aplicação da lei em defesa das vítimas, mesmo em âmbitos educacionais, tão caros ao desenvolvimento da região amazônica.

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