Brasília (DF) – O Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística conheceu seus primeiros medalhistas de ouro neste sábado (8), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF). Lorrane Oliveira, representando o Flamengo, sagrou-se campeã nas barras assimétricas com uma pontuação de 13.700. Sua companheira de equipe, Flávia Saraiva, conquistou a medalha de prata com 13.466 pontos, seguida por Sophia Weisberg, do Pinheiros, que obteve o bronze com 13.400.
A competição, que prossegue até domingo (9), ainda reserva as finais masculinas de salto, paralelas e barra, além das disputas femininas de trave e solo. A Amazônia Legal, região que abrange nove estados brasileiros com realidades socioeconômicas e culturais diversas, acompanha atentamente o desenvolvimento do esporte no país, buscando inspiração em exemplos de superação e excelência.
Em declaração à emissora Sportv, Lorrane Oliveira expressou sua satisfação: “Estou muito feliz, estava parada com uma lesão no ombro. Só tenho a agradecer à minha equipe, meu trabalho foi feito, a cada dia fui melhorando e a medalha veio.” A ginasta destacou a importância do apoio de sua equipe e a persistência no treinamento, mesmo diante de adversidades físicas.
No salto feminino, Nicole Bello, também do Flamengo, conquistou a medalha de ouro com 13.300 pontos em sua primeira tentativa, e obteve 13.200 em um salto de maior complexidade. Francine Oliveira (12.799) e Clara Stecca (12.783), ambas do Grêmio Náutico União, garantiram a prata e o bronze, respectivamente.
No cenário masculino, Caio Souza, do Minas Tênis Clube (MTC), foi o grande destaque nas argolas. Nascido em Volta Redonda (RJ), o ginasta confirmou seu favoritismo e conquistou o ouro com 13.600 pontos. Juliano Oliva, do Grêmio Náutico União, ficou com a prata (13.200), enquanto Gustavo Pereira, do MTC, levou o bronze (12.733).
A final do solo masculino consagrou Yuri Guimarães, da Associação de Ginástica Di Thiene de Pais (Agith), como campeão brasileiro pela terceira vez. Ele alcançou 13.700 pontos, superando João Perdigão, do Pinheiros, que obteve a prata com 13.500. Tomas Florencio, também da AGITH, garantiu o bronze com 13.300 pontos.
Na disputa do cavalo, Johnny Oshiro, da Agith, encerrou a competição com a medalha de ouro, apresentando uma série de movimentos de alta dificuldade e somando 13.600 pontos. Diogo Rodrigos, do Pinheiros, e Vitaliy Guimarães, do MTC, empataram com 13.330 pontos, dividindo a medalha de prata. A performance dos atletas demonstra o alto nível técnico e a dedicação que caracterizam a ginástica artística brasileira, um esporte que, assim como o desenvolvimento sustentável na Amazônia, exige planejamento, investimento e paixão para alcançar resultados expressivos.
O Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística é um evento de grande relevância para o calendário esportivo nacional, reunindo os principais nomes da modalidade e servindo como vitrine para novos talentos. A participação de atletas de diferentes regiões do país, incluindo aqueles que vêm de centros menores, reforça a capilaridade e o potencial de crescimento da ginástica no Brasil. Para as populações da Amazônia Legal, eventos como este podem servir de inspiração para o fomento de práticas esportivas e para a descoberta de novas oportunidades de desenvolvimento através do esporte, integrando a formação de cidadãos e a busca por um futuro mais promissor.
