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Belém: PC Investiga Mortes de Professor e Veterinário com Semelhanças

A Polícia Civil do Pará (PC/PA) investiga dois homicídios registrados no bairro da Marambaia, em Belém, que apresentam semelhanças e geraram preocupação na população. As vítimas, um professor e um médico-veterinário, foram mortas em um curto intervalo de tempo e, em ambos os casos, há indícios de que as vítimas teriam marcado encontros por meio de um aplicativo de relacionamento voltado ao público LGBTQIA+ antes de serem assassinadas.

O primeiro caso ocorreu no domingo, 5 de maio, quando o médico-veterinário Paulo Paiva, de 52 anos, foi encontrado sem vida em sua residência, localizada na passagem Bujaru, na Marambaia. De acordo com as apurações iniciais, Paulo Paiva teria recebido um homem em sua casa na noite anterior. Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito saindo do imóvel durante a madrugada. A vítima apresentava sinais de espancamento, e a Polícia Científica do Pará realizou perícia no local em busca de vestígios que auxiliem na elucidação do crime. O homem visto nas imagens é considerado o principal suspeito pela PC/PA.

Poucos dias depois, na terça-feira, 7 de maio, outro crime com características semelhantes chocou a capital paraense. O professor Augusto César Siqueira, de 55 anos, que era servidor público em Altamira (PA), foi encontrado morto em uma casa de temporada que ele alugava no Conjunto Médici II, na mesma Marambaia. Ele estava em Belém a passeio. A proprietária do imóvel acionou as autoridades após estranhar o silêncio do hóspede.

As investigações preliminares indicam que o professor Augusto César Siqueira também esteve na companhia de um homem nas últimas horas de sua vida. Testemunhas relataram ter visto um indivíduo deixando a residência antes da descoberta do corpo. A Polícia Científica do Pará informou que a morte de Augusto Siqueira ocorreu em decorrência de fortes golpes na cabeça, desferidos por um objeto contundente. Assim como no caso do veterinário, a Polícia Civil busca identificar o homem visto saindo do imóvel.

A proximidade geográfica entre os locais dos dois crimes, o perfil das vítimas – ambas ligadas à comunidade LGBTQIA+ e que teriam conhecido seus algozes por meio de aplicativos de relacionamento –, e as circunstâncias que antecederam as mortes chamaram a atenção dos investigadores. A similaridade dos casos levantou a hipótese, amplamente discutida nas redes sociais, de que um serial killer estaria agindo em Belém. No entanto, até o momento, a Polícia Civil do Pará não confirmou oficialmente se os dois homicídios foram praticados pela mesma pessoa, nem se há a atuação de um serial killer na cidade.

A corporação informou que as investigações prosseguem e que todas as linhas de investigação estão sendo consideradas para esclarecer os fatos. O objetivo é identificar e prender os responsáveis pelos crimes, trazendo respostas para as famílias das vítimas e para a sociedade paraense, que clama por segurança. A natureza da região amazônica, com suas vastas áreas e desafios logísticos, por vezes dificulta investigações complexas, mas a Polícia Civil do Pará tem intensificado os esforços na capital.

A PC/PA ressalta a importância da colaboração da população, por meio de denúncias anônimas que possam auxiliar na elucidação dos casos. A investigação segue em sigilo para não comprometer o andamento das apurações, e novas informações serão divulgadas assim que houver avanços concretos.

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