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Cacique Raoni Tem Leve Piora Renal, Mas Segue Consciente em SP

O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, apresentou uma leve piora em seu quadro renal, segundo boletim médico divulgado neste sábado (11) pelo Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Apesar da evolução clínica, Raoni permanece consciente e respondendo a comandos, mas a condição renal requer atenção contínua.

O cacique, figura proeminente na defesa da Amazônia e dos direitos dos povos originários, está internado na capital paulista desde 19 de junho. Sua internação inicial ocorreu em Sinop (MT), no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em 15 de junho, após apresentar quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. Após estabilização em Sinop, onde permaneceu por quatro dias, Raoni foi transferido para São Paulo para dar continuidade ao tratamento em um ambulatório especializado em saúde indígena.

No dia 20 de junho, o líder Kayapó passou por uma cirurgia de desobstrução para garantir o trânsito intestinal. A notícia da leve piora renal surge em um momento delicado, mas o boletim enfatiza que Raoni aceita dieta por via oral e respira ar ambiente, indicando estabilidade em outros aspectos de sua saúde.

Recentemente, o cacique havia apresentado boa evolução clínica, chegando a ser transferido para a enfermaria. No entanto, em 10 de junho, ele enfrentou um episódio de hemorragia digestiva, que, de acordo com o hospital, foi prontamente controlada. A saúde de Raoni é acompanhada de perto, não apenas por sua importância histórica e ambiental, mas também como um reflexo dos desafios de saúde enfrentados por lideranças indígenas na Amazônia Legal.

A região amazônica, com suas vastas distâncias e acesso limitado a serviços de saúde especializados em muitas comunidades, torna a logística de atendimento médico para figuras como o cacique Raoni um desafio complexo. A transferência para um centro de referência em São Paulo demonstra a gravidade do quadro e a necessidade de recursos médicos avançados. A condição renal, em particular, exige monitoramento constante, pois pode afetar outras funções vitais do organismo. A equipe médica segue atenta à evolução clínica e aos parâmetros vitais do líder indígena.

A persistência de tosse com secreção também faz parte do quadro clínico em tratamento, indicando a necessidade de cuidados contínuos para a recuperação pulmonar. A força e a resiliência demonstradas por Raoni, mesmo diante das adversidades de saúde, reforçam sua figura como um símbolo de resistência para os povos da floresta. A comunidade indígena e seus apoiadores em todo o Brasil e no mundo acompanham com apreensão e esperança a sua recuperação, esperando que o líder retorne em breve às suas atividades de defesa da Amazônia.

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