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Amapá ativa comitê integrado para combater crimes na fronteira

Governo do Estado avança na efetivação do Comitê Gestor de Fronteira do Amapá

Com o objetivo de intensificar o cerco contra delitos na região de divisa internacional, o Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira do Estado do Amapá (GGIF/AP) realizou sua primeira reunião de trabalho. O foco central da iniciativa é consolidar a cooperação entre diferentes esferas policiais e fiscalizadoras, com prioridade estratégica no município de Oiapoque.

Alinhamento entre forças estaduais e federais

O encontro foi liderado pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e marcou o início operacional do grupo gestor. Durante o evento, foram apresentados os representantes das instituições participantes, reunindo membros do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A união dessas entidades visa estruturar um plano de ação conjunto no âmbito do Programa de Proteção de Fronteiras, assegurando maior eficiência na repressão ao crime organizado e a práticas ilegais que afetam a soberania regional.

Foco estratégico em Oiapoque e na Margem Equatorial

A necessidade de robustecer a segurança nos limites do estado surge em um período de grande visibilidade econômica. De acordo com o secretário adjunto de Segurança Pública, Felipe Vieira, o comitê representa uma resposta direta às novas demandas geopolíticas do estado.

“A efetivação do Comitê é um reforço da segurança pública na fronteira, especialmente quando o Amapá, pelo fator Margem Equatorial, tem os olhos voltados para esse importante momento do Estado e necessita ter uma segurança eficiente na atuação transfronteiriça”, ressaltou o gestor.

Governança e cooperação institucional

Além da resposta tática, a criação da comissão estabelece um fluxo contínuo de inteligência e governança preconizado por normativas federais. Segundo o coronel André Bittencourt, gestor de Assuntos de Fronteiras do GSI, a proximidade com os órgãos locais agiliza intervenções conjuntas.

“Essa equipe e esse Comitê garantem uma estrutura de governança local prevista no decreto de instituição do programa, permitindo a interação do Governo Federal com os governos estaduais e facilitando a prevenção, o controle e a fiscalização de crimes transfronteiriços”, explicou Bittencourt.

Com o colegiado em operação contínua, a expectativa é que as forças de proteção ampliem as operações integradas terrestres e fluviais, garantindo maior estabilidade e segurança jurídica para o desenvolvimento socioeconômico de todo o território amapaense.

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