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Coronel da PM Repassava Segredos a vereador Cassado em Roraima

Presidente da Câmara de Boa Vista é cassado por compra de votos e abuso de poder econômico

A Polícia Federal (PF) revelou detalhes de uma investigação que aponta para uma relação de troca de favores entre o vereador e presidente da Câmara de Boa Vista, Genilson Costa (Republicanos), e o coronel da Polícia Militar (PM), Francisco Lisboa. De acordo com os documentos da investigação, aos quais o SETENTRIONAL.COM teve acesso, Lisboa repassava denúncias sigilosas sobre o esquema de compra de votos que resultou na cassação do mandato de Genilson em novembro.

A investigação da PF descreve Francisco Lisboa como um “homem de confiança de Genilson dentro da Polícia Militar”. O coronel é acusado de fornecer informações privilegiadas ao vereador em troca de favores, atuando de forma estratégica para o funcionamento do esquema de compra de votos.

Os documentos da PF incluem prints de conversas via WhatsApp que mostram Lisboa repassando denúncias feitas ao sistema da PM, incluindo alertas sobre pagamento de “boca de urna” às vésperas da eleição. Segundo a PF, essa comunicação evidencia a tentativa de ocultar práticas ilícitas e a preocupação com a fiscalização policial.

A PF afirma que a conduta do coronel não se limitou à omissão, mas configurou colaboração ativa. “Ao invés de adotar providências para apurar a denúncia, optou por alertar o denunciado, contribuindo para a obstrução da atividade persecutória do Estado”, diz a investigação.

Em nota, o Coronel Lisboa rejeitou as acusações, afirmando que nunca usou a estrutura pública para beneficiar terceiros em processos eleitorais. Genilson Costa informou que ainda não foi intimado e que sua defesa se pronunciará dentro do inquérito.

Entenda o Caso

Genilson Costa teve o mandato cassado no dia 20 de novembro por participação em um esquema milionário de compra de votos nas eleições de 2024. Segundo a sentença, a campanha foi abastecida com mais de R$ 4 milhões não declarados, usados para pagar eleitores, operar listas, financiar logística e garantir vantagem ilícita no pleito.

Genilson, coronel Lisboa e outros quatro foram indiciados pela PF no dia 19 de novembro. O caso agora segue para o Ministério Público Eleitoral (MPE). Os crimes imputados são:

Genilson: Corrupção eleitoral (compra de votos), associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral, transporte ilegal de eleitores, violação do sigilo do voto, violação de sigilo funcional e prevaricação.
Lisboa: Corrupção eleitoral, violação de sigilo funcional, associação criminosa e prevaricação.

Atuação Após a Prisão

A investigação também detalhou a atuação do coronel após a prisão de Genilson no dia da eleição, em 6 de outubro de 2024. Lisboa fez movimentações para que Genilson ficasse preso no Comando de Policiamento da Capital (CPC), órgão que ele comandada à época. Para os investigadores, os registros reforçam que a atuação do coronel não se limitava às eleições, mas se estendia ao pós-flagrante, com objetivo de oferecer vantagem e tratamento diferenciado.

5 Dicas para Combater a Corrupção Eleitoral

1. Denuncie: Utilize os canais de denúncia da Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral e outros órgãos competentes para informar sobre qualquer suspeita de compra de votos ou outras práticas ilegais.
2. Informe-se: Busque informações sobre os candidatos e suas propostas antes de votar. Não se deixe influenciar por promessas vazias ou ofertas de dinheiro.
3. Fiscalize: Acompanhe a atuação dos políticos eleitos e cobre deles o cumprimento de suas promessas de campanha.
4. Conscientize: Converse com seus amigos e familiares sobre a importância de votar de forma consciente e livre de influências.
5. Participe: Envolva-se em movimentos sociais e organizações da sociedade civil que lutam por uma política mais ética e transparente.

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Fonte: https://g1.globo.com

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