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PM Apreende 800 Litros de Gasolina para Garimpo no AP

Uma operação da Polícia Militar (PM) resultou na apreensão de aproximadamente 800 litros de gasolina na noite de sábado (1°), em Laranjal do Jari, no sul do Amapá. O combustível seria utilizado em atividade de garimpo clandestino na região. Um homem de 29 anos foi preso em flagrante.

A ação foi desencadeada após o recebimento de uma denúncia anônima. A informação dava conta de que uma caminhonete Chevrolet S10, de cor branca e com lona laranja cobrindo a carga, havia sido abastecida em um posto e partiria transportando o combustível para a atividade mineradora ilegal.

Policiais militares do 11° Batalhão da PM iniciaram patrulhamento ostensivo na área urbana de Laranjal do Jari. O veículo suspeito foi localizado trafegando pela avenida Tancredo Neves. Após um acompanhamento tático, a equipe efetuou a abordagem.

Durante a revista na caçamba da caminhonete, os agentes confirmaram a presença de diversos galões contendo gasolina. Ao ser questionado, o condutor apresentou inconsistências. Ele não soube informar o destino exato da carga e não apresentou nota fiscal do combustível. Além disso, não possuía autorização dos órgãos competentes para o transporte e não possuía habilitação para o transporte de produtos perigosos.

O motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Laranjal do Jari. A caminhonete e os cerca de 800 litros de gasolina apreendidos foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição da Justiça.

Segundo o Comando do 11° BPM, o combate ao transporte irregular de insumos é considerado uma estratégia fundamental para desarticular a logística do garimpo ilegal no sul do Amapá. O garimpo clandestino é apontado como responsável pela contaminação de rios com mercúrio, destruição da vegetação e prejudica a fauna local, que é fonte de subsistência para comunidades tradicionais.

A Polícia Militar também ressaltou que o desvio de combustível em grande escala e sem regulamentação causa impactos econômicos diretos na região. O desabastecimento em postos locais e o prejuízo a consumidores regulares são possíveis consequências desse tipo de ação.

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