A partida entre Brasil e Noruega, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, colocará frente a frente dois dos principais meio-campistas da competição. O volante brasileiro Bruno Guimarães, com quatro assistências, é o segundo maior assistente do Mundial, um passe à frente do norueguês Martin Odegaard.
“Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas duelos individuais são importantes. A gente tem que estar em um bom dia. Tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, declarou Bruno Guimarães em entrevista coletiva realizada em Nova Jersey (Estados Unidos), local do confronto, que terá início às 17h (horário de Brasília).
O jogador, que atua pelo Newcastle United, da Inglaterra, destacou que seu futebol vai além das assistências. “Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras [meias e atacantes] poderem criar, marcar. Correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, afirmou.
A expectativa é de que o jogo ocorra em condições climáticas adversas. A previsão meteorológica indica uma temperatura de 33ºC no horário da partida, com sensação térmica podendo chegar a 40ºC. Bruno Guimarães, no entanto, avaliou que o calor afetará ambas as equipes de maneira semelhante.
“Acho que vai ser um jogo muito físico. É importante ter um grupo bom, com jogadores que possam vir frescos para decidir como fez o [Gabriel] Martinelli. Acho que vai ser um jogo truncado”, projetou o volante, referindo-se ao gol marcado pelo atacante na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston (Estados Unidos), que garantiu a classificação brasileira na fase anterior.
Outro ponto de atenção ressaltado pelo camisa 8 da Seleção Brasileira é a principal estratégia de jogo da Noruega: a bola parada. A equipe nórdica possui a maior média de altura entre as seleções na Copa do Mundo. Jogadores como Erling Haaland (1,95m) e Alexander Sorloth (1,95m) são ameaças constantes em lances de escanteio e faltas.
“Em qualquer escanteio e falta, eles vão dar a vida para tentar fazer gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes. A gente espera, acima de tudo, estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu Bruno Guimarães. A partida contra a Noruega é mais um desafio na jornada da Seleção Brasileira rumo ao hexacampeonato mundial, em um torneio que tem apresentado surpresas e jogos acirrados, exigindo o máximo de concentração e preparo físico dos atletas, especialmente em um contexto amazônico de calor e umidade que, embora não seja o local do jogo, remete a desafios semelhantes enfrentados pelos jogadores em suas rotinas de clubes e seleções que atuam na região. A capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas é um fator crucial, e os jogadores brasileiros demonstram estar cientes disso.
