Macapá (AP) – Um homem de 43 anos, condenado a 20 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado, foi preso na última terça-feira (data da prisão, se conhecida) em Porto Grande, município localizado no interior do Amapá. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do estado.
Segundo a Delegacia de Polícia de Porto Grande, responsável pela operação, o crime pelo qual o indivíduo foi condenado ocorreu em 2016, na região do distrito do Cupixi, zona rural da cidade. O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri, que determinou a pena após a constatação de que o assassinato foi motivado por vingança. A vítima teria colaborado com a Justiça e com órgãos de segurança pública ao prestar depoimento em um processo criminal anterior.
A captura do foragido ocorreu em uma comunidade situada no km 112 da rodovia que liga Porto Grande a outras localidades. Ao avistar a equipe policial, o homem tentou fugir em direção a uma área de mata densa, buscando evitar a prisão. No entanto, os agentes realizaram diligências imediatas e conseguiram localizá-lo e detê-lo.
O delegado Felipe Rodrigues, que coordenou as investigações e a prisão, destacou a importância do trabalho de inteligência e da ação rápida da polícia para cumprir a decisão judicial. “A captura deste indivíduo representa o compromisso da Polícia Civil em garantir a aplicação da lei e a segurança da sociedade amapaense. Trabalhamos para que condenados por crimes graves não permaneçam foragidos”, afirmou Rodrigues em nota oficial.
Após a prisão, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário do Amapá, onde começará a cumprir a pena de 20 anos de reclusão. A Polícia Civil informou que continuará as operações de busca e captura de foragidos em todo o estado, com o objetivo de retirar de circulação indivíduos com pendências judiciais e criminais.
O caso ressalta a importância da colaboração da vítima com as autoridades, que, apesar de ter sofrido uma tragédia, contribuiu para a elucidação de um crime e para a justiça. A motivação por vingança, conforme apontado pelo Tribunal do Júri, é um dos fatores que agravam a qualificadora do homicídio, indicando premeditação e crueldade.
A prisão ocorreu sem incidentes e o condenado teve seus direitos constitucionais assegurados durante todo o processo. A Polícia Civil reiterou que as investigações que levaram à localização do foragido foram baseadas em informações sigilosas e no acompanhamento de rotinas.
