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CPI do crime organizado inicia oitivas com direção da PF e promotor do PCC

© Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, instaurada para investigar a atuação do crime organizado, iniciou suas primeiras oitivas. As atividades começaram com os depoimentos do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. As oitivas ocorreram a partir das 9 horas.

A agenda da CPI prossegue com o depoimento do diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Antônio Glautter de Azevedo Morais. Além dele, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por investigar o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000, também prestará esclarecimentos.

A instalação da CPI ocorreu após a repercussão de uma operação policial no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas. As reuniões de trabalho da comissão ocorrem em um momento em que a Câmara dos Deputados tenta votar o substitutivo do projeto de lei Antifacção, que enfrenta resistências tanto no governo quanto na oposição.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, explicou que o objetivo da comissão é realizar um diagnóstico completo da atuação das facções e milícias no Brasil. A expectativa é que esse diagnóstico possibilite a adoção de políticas de segurança mais eficazes. Vieira enfatizou a importância de identificar as soluções que realmente funcionam e evitar a repetição de estratégias ineficazes.

O senador Fabiano Contarato, que preside a comissão, manifestou o compromisso de evitar que a CPI se transforme em um palco político-eleitoral improdutivo. Ele ressaltou a necessidade de apresentar resultados concretos para a população, sem ceder a influências político-partidárias ou eleitorais. Contarato defendeu que a CPI precisa gerar um resultado positivo na defesa da segurança pública como um direito de todos e um dever do Estado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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