PUBLICIDADE

Operação Red Fox Desarticula Rede do CV no Pará e Bloqueia R$ 500 Milhões

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Red Fox, que resultou na prisão de dois investigados em Belém, PA, suspeitos de integrar uma sofisticada rede criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). A operação, focada no combate ao tráfico internacional de armas e drogas e lavagem de dinheiro, cumpriu mandados de prisão preventiva contra Arnaldo Ribeiro e sua esposa, Denise Mendonça, assim que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belém, após serem detidos no Suriname.

Ribeiro é apontado pelas investigações como um dos principais operadores financeiros do esquema, responsável por movimentar mais de R$ 150 milhões. Ele atuava em regiões de fronteira, gerenciando repasses para a aquisição de armamentos e entorpecentes no exterior. Segundo a PF, ele chegou a negociar a compra de dez fuzis AK-47, destinados ao braço do CV na Região Norte do Brasil. As apurações também indicam que ele mantinha contato direto com Edgard Alves Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, uma das lideranças da facção no Rio de Janeiro e que ainda está foragido.

Denise Mendonça, por sua vez, é investigada por sua atuação na logística e no fluxo financeiro da organização. A PF mapeou diversas viagens da suspeita ao Suriname, em períodos que coincidem com movimentações bancárias consideradas atípicas. O casal foi localizado em uma mansão em Paramaribo, capital do Suriname, onde foram detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados ao Brasil.

A Operação Red Fox, resultado de uma colaboração entre a PF e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (MPF), contou com apoio das autoridades do Suriname e da Adidância da PF em Paramaribo. A ação visa desarticular a estrutura financeira e logística responsável por abastecer facções criminosas com armamento pesado e drogas, com forte atuação na Amazônia Legal.

No total, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, embora 13 ordens tenham sido expedidas pela Justiça. Outros dois investigados foram detidos no Rio de Janeiro e em Tabatinga, AM, cidade que faz fronteira com Colômbia e Peru. A magnitude da operação se reflete no bloqueio de bens e valores que somam quase R$ 500 milhões, um montante significativo que demonstra a capacidade financeira da organização criminosa.

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros bens dos investigados, que passarão por perícia para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros membros da rede. Após os procedimentos legais e exames de corpo de delito, o casal foi encaminhado ao sistema prisional do Pará, onde aguardará o desenrolar do processo judicial. A PF reforça a importância da cooperação internacional e da integração entre os órgãos de segurança para combater o crime organizado transnacional, que representa um grave desafio para a segurança pública em toda a região amazônica.

O contexto amazônico é crucial para entender a dimensão dessa operação. A vasta extensão territorial, as complexas rotas fluviais e a presença de regiões de tríplice fronteira facilitam a atuação de organizações criminosas. O tráfico de armas e drogas na Amazônia Legal não apenas alimenta a violência urbana, mas também desestabiliza economias locais e coloca em risco a soberania nacional. A Operação Red Fox é um passo importante no combate a essa criminalidade, com potencial de impactar positivamente a segurança dos estados amazônicos, incluindo o Pará, Amazonas e os demais da região.

Leia mais

PUBLICIDADE