A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém, não apenas debateu o futuro do planeta, mas também catapultou a moda e o artesanato do Pará para o cenário internacional. Turistas, delegações estrangeiras e personalidades influentes renderam-se ao encanto das criações amazônicas, impulsionando a economia local e a valorização da cultura regional.
Peças únicas, como ecobags, camisas adornadas com grafismos tradicionais, biojoias exuberantes e outros itens exclusivos, ganharam destaque nos corredores da COP 30 e nas ruas de Belém. Visitantes de diversas partes do mundo mostraram-se ávidos por adquirir um pedaço da Amazônia para levar consigo.
Um dos destaques foi a camisa “Rock Doido”, utilizada pela cantora paraense Gaby Amarantos na divulgação de seu novo álbum. A peça, que exala autenticidade e representa a efervescência cultural do Pará, tornou-se um objeto de desejo entre os presentes.
As camisas marajoaras, com seus traços ancestrais e simbologia profunda, também ganharam notoriedade. O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foram vistos trajando essas peças, elevando o artesanato marajoara a um novo patamar de reconhecimento.
A estilista paraense Val Valadares, do Ateliê Val Valadares, foi a responsável pela criação das camisas marajoaras que conquistaram diplomatas, ministros de Estado e visitantes ilustres. As peças, confeccionadas de forma sustentável com materiais biodegradáveis, representam a perfeita união entre tradição e responsabilidade ambiental.
Outro nome que brilhou na COP 30 foi o do artista visual João Boto, criador da marca Pink Boto. Suas camisetas, inspiradas em uniformes de futebol e adornadas com símbolos da cultura paraense, como o guaraná e o açaí, fizeram sucesso entre os paraenses que buscavam expressar seu orgulho regional e os visitantes que desejavam levar consigo uma lembrança autêntica do Pará.
A Casa Ikeuara, um verdadeiro tesouro da arte indígena no Pará, também atraiu olhares curiosos e admirados durante a COP 30. O espaço, que reúne obras, artesanato e criações de mais de 80 povos da Amazônia, ofereceu aos visitantes a oportunidade de adquirir biojoias, cerâmicas, grafismos, roupas, objetos de decoração e arte tradicional de altíssima qualidade.
Os brincos e braceletes indígenas, com suas miçangas coloridas e grafismos inspirados na natureza, foram os itens mais procurados na Casa Ikeuara. Muitos compradores, especialmente os estrangeiros, demonstraram um profundo conhecimento sobre a arte indígena, o que evidencia o crescente interesse pela cultura amazônica em todo o mundo.
O Instituto Letras que Flutuam, guardião da tradição dos Abridores de Letras, também marcou presença na COP 30 com seus produtos exclusivos. Camisas, letras, agendas e ecobags, adornados com a escrita que nasceu nos cascos dos barcos, encantaram os visitantes e a ministra Marina Silva, que foi vista usando uma ecobag com letras regionais.
A coleção do Instituto Letras que Flutuam, que reúne camisas, agendas, cadernetas, letras e impressos criados a partir dos saberes dos mestres artesãos do Pará, representa uma oportunidade de valorizar a cultura tradicional e fortalecer o trabalho dos artistas ribeirinhos.
Dicas para valorizar a moda e o artesanato paraense:
1. Invista em peças com identidade cultural: Opte por roupas e acessórios que carreguem símbolos e grafismos da cultura paraense, como as camisas marajoaras e as biojoias indígenas.
2. Priorize produtos sustentáveis: Escolha peças confeccionadas com materiais biodegradáveis e produzidas de forma responsável, como as camisas do Ateliê Val Valadares.
3. Apoie os artistas locais: Adquira produtos diretamente de artesãos e designers paraenses, valorizando o trabalho e a criatividade da região.
4. Divulgue a cultura paraense: Compartilhe suas experiências com a moda e o artesanato do Pará nas redes sociais e em conversas com amigos e familiares.
5. Visite as lojas e ateliês: Explore os espaços que reúnem o melhor da moda e do artesanato paraense, como a Casa Ikeuara e o Instituto Letras que Flutuam, e descubra peças únicas e exclusivas.
A COP 30 foi um marco para a moda e o artesanato do Pará, que ganharam visibilidade e reconhecimento internacional. Ao valorizar a cultura local e investir em produtos sustentáveis, você contribui para o desenvolvimento da região e para a preservação da Amazônia.
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Fonte: https://g1.globo.com
