O arquipélago do Marajó, no Pará, recebe um importante impulso com as ações do projeto “Inovação e Transição Sustentável”, que se concentra em comunidades quilombolas de Salvaterra. Essa iniciativa visa fortalecer a pesquisa e valorizar os saberes ancestrais dessas comunidades, promovendo o desenvolvimento sustentável e a justiça social na região.
Com uma área de 49.606 km², o Marajó é um mosaico de ilhas exuberantes na foz do rio Amazonas, abrigando dezessete municípios. Salvaterra, com seus aproximadamente 24 mil habitantes (dados do IBGE, 2022), destaca-se por sua beleza natural e pela rica dinâmica ambiental, marcada pela alternância entre águas salgadas e doces, além de um tecido sociocultural singular, fruto da interação entre populações africanas, indígenas e ribeirinhas.
Nesse contexto, o projeto “Inovação e Transição Sustentável” emerge como um farol de esperança para as 18 comunidades quilombolas de Salvaterra, que representam 30,8% da população local. As ações do projeto se concentram nas comunidades Mangueiras e Campinas/Vila União, que desempenham um papel sociopolítico ativo no município e enfrentam desafios históricos relacionados à posse de suas terras.
A professora Monique Medeiros, coordenadora da pesquisa no Pará, ressalta que essas áreas são espaços de resistência e afirmação territorial, que ainda sofrem com processos de expropriação e apropriação, perpetuando lógicas coloniais. Nesse sentido, o projeto busca valorizar os saberes e práticas culturais dessas comunidades, fortalecendo sua identidade e autonomia.
Entre os resultados já alcançados, destacam-se a popularização da pesquisa em comunidades quilombolas e ribeirinhas, o apoio aos Jogos Quilombolas de Salvaterra e o intercâmbio entre coletivos locais. Para 2026, o projeto almeja consolidar uma rota turística quilombola, envolvendo as comunidades estudadas no município, e intensificar as atividades de campo previstas para outubro de 2025 no Pará.
5 Dicas para Valorizar Comunidades Quilombolas e Promover a Sustentabilidade:
1. Fortalecer a educação: Apoiar projetos educacionais que valorizem a cultura e a história quilombola, promovendo o protagonismo dos jovens e adultos na construção de um futuro mais justo e igualitário.
2. Promover o desenvolvimento econômico sustentável: Incentivar atividades econômicas que respeitem o meio ambiente e valorizem os produtos e serviços das comunidades quilombolas, como o ecoturismo, a agricultura familiar e o artesanato.
3. Garantir o acesso à terra e aos recursos naturais: Lutar pela titulação definitiva dos territórios quilombolas e garantir o acesso das comunidades aos recursos naturais necessários para sua subsistência e desenvolvimento.
4. Valorizar a cultura e o conhecimento tradicional: Apoiar iniciativas que promovam a cultura e o conhecimento tradicional quilombola, como festas, rituais, danças, músicas, culinária e medicina tradicional.
5. Combater o racismo e a discriminação: Denunciar e combater todas as formas de racismo e discriminação contra as comunidades quilombolas, promovendo a igualdade de oportunidades e o respeito à diversidade.
Apoiar iniciativas como o projeto “Inovação e Transição Sustentável” é fundamental para garantir os direitos das comunidades quilombolas, promover o desenvolvimento sustentável e construir um futuro mais justo e igualitário para todos na Amazônia Legal.
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Fonte: https://noticiamarajo.com.br
