A Polícia Civil do Pará investiga o brutal assassinato de Nilson da Silva Carvalho, de 46 anos, cujo corpo foi encontrado decapitado em avançado estado de decomposição na zona rural de Igarapé-Miri, município localizado na região do Baixo Tocantins. A descoberta ocorreu em um ramal de difícil acesso, conhecido como Mocajateua, evidenciando a crueldade do crime.
Nilson da Silva Carvalho, conhecido como “Neguinho”, possuía antecedentes criminais pelos delitos de tráfico de drogas e receptação. Essa ficha criminal, somada ao modus operandi da execução, levou as autoridades a considerar a hipótese de um “tribunal do crime”, uma forma de justiça paralela frequentemente associada a organizações criminosas. A violência extrema empregada, incluindo a decapitação e múltiplas perfurações por arma branca, possivelmente um facão, reforça essa linha de investigação.
A Diretoria de Polícia do Interior, por meio da delegacia de Igarapé-Miri, foi notificada sobre a localização do cadáver e mobilizou imediatamente uma equipe até o local. A Polícia Científica do Pará, com o apoio do núcleo de Abaetetuba, foi acionada para realizar os procedimentos periciais essenciais para a elucidação do caso. A análise do local de crime e do corpo visa coletar evidências que possam determinar a dinâmica dos fatos e identificar os responsáveis.
As investigações preliminares indicam que a vítima residia sozinha em uma área próxima ao local onde foi encontrada. Nilson Carvalho era o responsável pela administração de um porto na região de Mocajateua e também prestava serviços de manutenção em um terreno pertencente a um indivíduo conhecido pelo apelido “Chapolin”, onde também morava. Essas informações são cruciais para traçar o círculo de convivência e possíveis desavenças da vítima.
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o irmão de Nilson da Silva Carvalho declarou não ter conhecimento de inimizades recentes ou desavenças que pudessem ter motivado o crime. Contudo, ele mencionou que a vítima era usuária de entorpecentes, mas não soube informar se ele havia recebido ameaças ou se estava envolvido em conflitos ligados ao uso de drogas. A falta de informações concretas sobre desavenças diretas amplia o leque de possibilidades para a motivação do crime.
A violência empregada no assassinato e a mutilação do corpo sugerem um ato de extrema brutalidade e, possivelmente, uma mensagem. A região amazônica, com suas vastas áreas de mata e particularidades sociais, por vezes se torna palco de crimes que refletem dinâmicas complexas, incluindo a atuação de grupos criminosos e a dificuldade de acesso a áreas remotas. A investigação em Igarapé-Miri busca desvendar não apenas a autoria, mas também as circunstâncias e motivações que levaram a tamanha crueldade.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da sociedade para a elucidação do caso. Informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas anonimamente através do Disque-Denúncia (181), com ligação gratuita e disponível de qualquer telefone. Adicionalmente, é possível contatar a atendente virtual Iara pelo WhatsApp (91) 98115-9181, enviando dados como fotos, vídeos, áudios e localização. O sigilo das informações é garantido.
