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Estudante Desaparecida no Ver-o-rio: Buscas Continuam e Família Contesta Versão

As buscas pela estudante Winy Beatriz Bonettere da Trindade, de 17 anos, completaram seu segundo dia nesta terça-feira, 4 de agosto, com equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará retornando ao Complexo Ver-o-Rio, em Belém. Até o fim da tarde, a adolescente ainda não havia sido localizada, conforme nota oficial da corporação. Uma equipe de mergulho e salvamento segue dedicada à operação, enquanto familiares acompanham os trabalhos na expectativa de um desfecho.

Paralelamente às buscas aquáticas, a Polícia Civil intensificou as investigações. A Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do desaparecimento. Dois adolescentes que estavam com Winy na ocasião e uma testemunha já prestaram depoimento. A análise de imagens de, pelo menos, duas câmeras de segurança na área é aguardada para esclarecer os eventos que antecederam o sumiço.

A mãe da estudante, Wanessa Bonerrete, contesta a versão de que a filha teria atentado contra a própria vida, hipótese levantada pelos jovens que a acompanhavam. Segundo Wanessa, essa alegação é incompatível com os últimos contatos de Winy. Ela relata que a filha saiu de casa, no bairro do Paar, em Ananindeua, por volta das 13h, informando que iria para a escola, no bairro do Telégrafo, em Belém. Às 13h30, Winy enviou uma mensagem à mãe dizendo que estava bem e pedindo que o padrasto a buscasse às 18h, pois participaria de um jogo de vôlei na igreja. Para a mãe, este planejamento demonstra a intenção de retornar para casa. “Se ela queria morrer, por que pediu para ser buscada?”, questiona Wanessa.

A mãe também levanta a suspeita de que os jovens que estavam com Winy poderiam ter oferecido bebida alcoólica e antidepressivos à adolescente antes do desaparecimento. Essas informações, segundo ela, foram repassadas por pessoas envolvidas no caso e serão verificadas durante a investigação policial. Outro ponto que diverge da versão oficial é que Winy teria retirado os sapatos antes de entrar na água, deixando calçados e celular dentro da mochila. A família considera que este comportamento não corrobora a tese de suicídio.

A reportagem da RBATV teve acesso ao celular de Winy, recuperado e desbloqueado pela família. Uma conversa com um contato identificado como Jonas, datada desde as 11h, indica uma combinação para compra de bebida alcoólica e drogas. Em outro trecho, a adolescente expressa o desejo de “voltar viva para casa, de preferência”. A autenticidade e o contexto dessas mensagens ainda serão detalhados pelas autoridades.

O caso ganha contornos de complexidade com as informações conflitantes e a investigação em andamento, que busca desvendar as verdadeiras circunstâncias do desaparecimento de Winy Beatriz. A região amazônica, com seus desafios de mobilidade e comunicação, por vezes expõe situações que demandam atenção especial das forças de segurança e da sociedade civil, mas a natureza do ocorrido ainda está sob apuração rigorosa.

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