As quartas de final de Roland Garros reservam um capítulo especial para o tênis italiano. Sem seu principal nome, Jannik Sinner, que surpreendeu ao ser eliminado precocemente na segunda rodada, três compatriotas batalham por uma vaga nas semifinais: Matteo Berrettini, Matteo Arnaldi e Flavio Cobolli. Esta marca histórica, com três tenistas italianos nas quartas de um Grand Slam na Era Aberta, ganha contornos ainda mais dramáticos pela ausência de Sinner, que era um dos grandes favoritos ao título.
A trajetória de Berrettini, em particular, é um símbolo de superação. O veterano retorna às quartas de final de Roland Garros pela primeira vez desde 2021, após lidar com uma série de lesões que quase encerraram sua carreira. “Isso torna tudo ainda mais doce, porque agora me lembro de como fiquei triste… Não estou surpreso, mas acabei de provar para mim mesmo, mais uma vez, que eu conseguia, que mesmo nos momentos mais difíceis, encontrei forças”, declarou Berrettini, evidenciando a resiliência que o trouxe de volta a este patamar.
Do outro lado da quadra, seu compatriota Matteo Arnaldi representa a nova geração que ascende com força. Arnaldi personificou a garra no torneio, acumulando impressionantes 17 horas e 42 minutos em quadra ao longo de quatro rodadas. Sua campanha incluiu uma batalha épica de cinco horas e 26 minutos contra Frances Tiafoe, onde ele demonstrou notável capacidade de recuperação, virando um jogo que parecia perdido. “Todos estão jogando um tênis incrível. Isso é ótimo para o esporte. É ótimo para o tênis italiano”, afirmou Berrettini, antecipando o duelo contra Arnaldi. “Vamos garantir que um italiano esteja nas semifinais.”
O terceiro italiano na disputa, Flavio Cobolli, enfrenta o canadense Felix Auger-Aliassime. A presença de Cobolli nas quartas, embora menos comentada que a dos dois Matteo, reforça a força coletiva do tênis italiano, que vive um momento de grande efervescência. A expectativa é que um representante da Itália confirme sua vaga entre os quatro melhores do torneio parisiense.
No circuito feminino, a competição também segue acirrada. A número um do mundo, Aryna Sabalenka, busca avançar às semifinais pela terceira vez em sua carreira, enfrentando desafios que testam sua consistência no topo do ranking. A jornada de Sabalenka reflete a intensidade do tênis feminino de elite, onde cada partida é uma batalha por pontos e por espaço no cenário mundial.
Destaque também para a qualifier Maja Chwalinska, da Polônia, que protagoniza uma das surpresas da chave feminina. Discretamente, a tenista de 24 anos superou adversárias mais cotadas e alcançou as quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez. Sua performance notável, perdendo apenas um set em seu percurso, a levou das quadras secundárias até a prestigiosa quadra Philippe Chatrier, demonstrando que o talento e a dedicação podem superar qualquer prognóstico, um cenário que ressoa com a força de vontade vista em atletas de todas as regiões, inclusive no interior da Amazônia Legal, onde a superação é uma constante.
A diversidade de trajetórias em Roland Garros, com veteranos em busca de redenção, jovens talentos emergentes e surpresas vindas das qualificatórias, espelha a dinâmica do esporte e a paixão que ele desperta. A busca por um lugar nas semifinais, seja em Paris ou em qualquer outra competição, exige não apenas habilidade técnica, mas também uma força mental inabalável, qualidades que são cultivadas em campos de várzea e em quadras de tênis, unindo atletas de diferentes origens em um objetivo comum.
