Um forte terremoto, com magnitude 7,3 na escala Richter, abalou a costa do México na manhã desta terça-feira (22), gerando preocupação e alerta de tsunami em diversos países da América Central. A Guatemala, país vizinho, também sentiu os efeitos do tremor, levando moradores da capital, a Cidade da Guatemala, a deixarem suas residências por receio de danos estruturais e pela possibilidade de um abalo secundário.
A notícia da ocorrência do sismo principal no México e o subsequente alerta para a região do Pacífico trouxeram à tona memórias de eventos sísmicos devastadores que assolaram outras nações do continente, como a Venezuela. Relatos de cidadãos guatemaltecos indicam que o medo foi o principal motivador para a saída de suas casas. Alexander Valdez, contador de 29 anos, descreveu a experiência como aterrorizante: “Fiquei com muito medo e isso me lembrou do terremoto recente na Venezuela. Então, saí correndo e desci as escadas, porque moro no oitavo andar. O tremor não parava”, disse à agência Reuters.
O receio é compreensível, considerando os recentes desastres naturais. A Venezuela ainda se recupera dos impactos de dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país em 24 de junho, com um curto intervalo de tempo. Esses sismos causaram a destruição de edificações em Caracas e em áreas costeiras, resultando em um trágico saldo de aproximadamente 5 mil mortos. A situação na Venezuela chegou a ser comparada a uma “zona de guerra” em algumas regiões turísticas afetadas.
Na Cidade da Guatemala, o abalo foi sentido de forma intensa, com edifícios balançando consideravelmente. Imagens divulgadas pela mídia local mostraram funcionários evacuando prédios governamentais enquanto os protocolos de segurança eram acionados. Adolfo Zacarias, um atendente de 43 anos, relatou que buscou abrigo sob uma coluna estrutural assim que o tremor iniciou. “Acho que as lembranças do que aconteceu recentemente na Venezuela vieram à tona e isso nos assustou muito”, afirmou.
Até o momento, o presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, informou que não há registro de vítimas fatais ou feridos em seu país em decorrência do terremoto. As autoridades continuam monitorando a situação, avaliando os possíveis danos e mantendo a população informada sobre os desdobramentos e a necessidade de atenção aos alertas de tsunami emitidos para a costa.
A região amazônica, embora geograficamente distante do epicentro do terremoto, está em constante diálogo com as atualizações sobre eventos climáticos e geológicos de grande impacto em países vizinhos e em outras partes do continente. A rede de portais Setentrional.com, que abrange toda a Amazônia Legal, acompanha de perto essas notícias, pois eventos de grande magnitude, mesmo distantes, podem ter repercussões em cadeias de suprimentos, fluxos de informação e, em casos extremos, na percepção de risco e na colaboração entre países em situações de emergência. A compreensão dos fenômenos naturais e suas consequências é fundamental para a resiliência das comunidades, incluindo aquelas que vivem em áreas remotas e vulneráveis da Amazônia, que frequentemente enfrentam seus próprios desafios ambientais, como inundações e secas extremas.
