As passagens aéreas domésticas registraram uma queda de 5,2% em julho deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens caiu de R$ 742,06 para R$ 703,47, após correção pela inflação. Essa redução é um alívio para os passageiros, especialmente para aqueles que utilizam o transporte aéreo em regiões extensas como a Amazônia Legal, onde as distâncias são grandes e o custo da passagem pode pesar significativamente no orçamento familiar.
A análise da Anac também aponta para uma maior concentração de assentos vendidos a preços mais acessíveis. Em julho de 2026, 45,4% dos bilhetes foram comercializados por valores de até R$ 500, um aumento em relação aos 41,7% registrados no mesmo mês do ano anterior. Essa tendência pode facilitar o acesso ao transporte aéreo para um público mais amplo, incluindo moradores de cidades do interior da região amazônica que dependem desses voos para conexão com grandes centros.
Entre as principais companhias aéreas que operam no Brasil, a Azul apresentou a maior redução no preço médio das passagens, com uma queda de 18,5%, fixando o valor em R$ 708,39. A Latam também registrou uma diminuição de 3,4%, com o preço médio em R$ 716,05. Em contrapartida, a Gol observou um leve aumento de 2,5% no preço médio, que atingiu R$ 671,91.
Apesar da queda no preço das passagens, o custo do combustível para aviação, conhecido como Querosene de Aviação (QAV), apresentou uma elevação considerável. O preço médio do litro de QAV subiu de R$ 3,62 para R$ 4,89 entre julho de 2025 e julho de 2026, um aumento de aproximadamente 35,1%. Essa alta é atribuída às pressões sobre o mercado internacional de petróleo, intensificadas por conflitos globais, e pode representar um desafio futuro para a manutenção dos preços baixos das passagens aéreas, especialmente em um cenário de custos operacionais crescentes.
No que diz respeito ao movimento de passageiros, os dados da Anac indicam que 11,9 milhões de pessoas utilizaram os aeroportos brasileiros em julho. Desse total, 9,2 milhões foram em voos domésticos, representando um aumento de 1,9% em relação a julho de 2025. Os voos internacionais também apresentaram crescimento, com 2,7 milhões de passageiros, uma alta de 4,2%. A demanda por voos, que considera o número de passageiros e a distância percorrida, cresceu 3,5% no mercado doméstico e 4,4% no internacional. A oferta de assentos acompanhou esse movimento, com avanços de 5,4% e 5,3%, respectivamente.
Para a região amazônica, a redução no custo das passagens aéreas é uma notícia relevante, pois o transporte aéreo é fundamental para a integração de estados como Pará (PA), Amazonas (AM), Amapá (AP) e Rondônia (RO) com o restante do país. O acesso aéreo mais barato pode impulsionar o turismo, facilitar negócios e garantir maior mobilidade para a população local, que muitas vezes enfrenta longas distâncias e dificuldades de deslocamento por outros meios.
