O tráfego de passageiros em voos domésticos no Brasil alcançou um novo patamar histórico para o mês de maio, registrando 8,31 milhões de viajantes. Os dados, consolidados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e divulgados pelo Ministério do Turismo, indicam um crescimento de 2% em comparação com os 8,16 milhões de passageiros transportados em maio de 2025. Este é o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, que começou em 2000.
No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, de janeiro a maio, o número de passageiros em voos domésticos atingiu a marca de 42 milhões. Este volume representa uma alta de 6% em relação aos 39,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Anac ressalta que esta é a primeira vez que o país supera a marca de 42 milhões de passageiros nos cinco primeiros meses do ano.
O avanço na conectividade aérea é um fator crucial para o desenvolvimento de diversas regiões da Amazônia Legal. Com o aumento da demanda e, consequentemente, da oferta de voos, cidades como Belém (PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO) tendem a se beneficiar com maior fluxo de turistas e de oportunidades de negócios. A expansão do transporte aéreo facilita o acesso a áreas remotas, impulsionando o turismo e a economia local, além de aproximar comunidades.
Os dados da Anac também apontam para um crescimento expressivo na movimentação internacional. Entre janeiro e maio, 12,8 milhões de passageiros utilizaram voos internacionais, o que configura um aumento de 10% quando comparado aos 11,6 milhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025. Somente em maio, o tráfego internacional registrou 2,23 milhões de passageiros, um acréscimo de 5% em relação aos 2,13 milhões do ano anterior.
O Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que os resultados refletem a robustez da atividade turística no Brasil e o crescente interesse dos brasileiros em explorar as belezas nacionais. Segundo ele, as políticas de promoção de destinos e a ampliação da malha aérea contribuem significativamente para este cenário positivo. “Os números refletem o excelente momento que o turismo brasileiro vive atualmente. O brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio País. Vamos continuar trabalhando para integrar o Brasil para que ainda mais brasileiros possam viajar”, declarou o ministro em nota oficial.
Para a Amazônia Legal, o fortalecimento do setor aéreo tem implicações diretas na integração regional e no desenvolvimento sustentável. A facilidade de deslocamento aéreo pode ser um catalisador para o escoamento de produtos regionais, a atração de investimentos e o fortalecimento do turismo ecológico e de aventura, atividades com grande potencial na região. Companhias aéreas têm expandido suas operações, oferecendo novas rotas e frequências, o que pode beneficiar diretamente estados como Tocantins (TO), Acre (AC) e Amapá (AP), historicamente com desafios de conectividade.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem atuado na regulamentação e fiscalização do setor, buscando garantir a segurança e a qualidade dos serviços prestados. Paralelamente, o governo tem implementado medidas de fomento, como linhas de crédito e incentivos fiscais, para apoiar a expansão e modernização da frota aeronáutica e a infraestrutura aeroportuária. A expectativa é que essa tendência de crescimento se mantenha, impulsionando ainda mais o setor e a economia brasileira.
