Militares dos Estados Unidos (EUA) desembarcaram na Venezuela para reforçar as operações de busca e resgate após os terremotos que assolaram o país na última quarta-feira (24). A chegada das tropas americanas foi divulgada em vídeo pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) neste domingo (28).
Segundo a publicação do SOUTHCOM, fuzileiros navais dos EUA integram os esforços de assistência humanitária, coordenados pelo Departamento de Estado americano, em apoio às autoridades venezuelanas. O Comando Sul informou que um Elemento de Resposta de Contingência já se encontra na Venezuela, com o objetivo de auxiliar o governo local e as autoridades de aviação na otimização da capacidade operacional do Aeroporto Internacional Simón Bolívar. A medida visa facilitar a chegada e saída de voos com suprimentos e equipes humanitárias.
As aeronaves militares americanas seguem realizando missões de transporte aéreo para apoiar as ações de socorro. A previsão, conforme o SOUTHCOM, é que cerca de 130 fuzileiros navais dos EUA cheguem ao Porto de La Guaira nas próximas 24 horas. A estrutura portuária, que foi fechada após os tremores, tem sua reabertura planejada com o auxílio das tropas americanas, o que permitirá o recebimento de suprimentos e equipamentos essenciais para as regiões mais afetadas.
A ação dos EUA demonstra a importância da cooperação internacional em momentos de crise. A Amazônia Legal, embora distante geograficamente da Venezuela, compartilha com a região a vulnerabilidade a desastres naturais, como enchentes e deslizamentos, ressaltando a necessidade de preparo e resposta rápida em qualquer parte do território nacional e países vizinhos.
Desde os abalos sísmicos, equipes de diversas nações se mobilizaram para auxiliar nas buscas por sobreviventes e no envio de ajuda humanitária à Venezuela. A magnitude dos terremotos, com epicentros registrados em 7,2 e 7,5, gerou um cenário de devastação.
O número de mortos ultrapassou a marca de 1.450, com 3.150 feridos e mais de 12.700 pessoas desalojadas. A cidade de La Guaira foi a mais atingida, concentrando a maior parte da destruição. O país registrou cerca de 430 réplicas desde os eventos iniciais, o que intensifica o cenário de fragilidade e o trabalho das equipes de resgate.
Mais de 1.600 socorristas de diferentes nacionalidades já chegaram ao país para intensificar as operações. Equipes do Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador integram os esforços de auxílio. A participação de equipes brasileiras, caso houvesse necessidade e solicitação, seria um reflexo da solidariedade e da capacidade de resposta da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Brasil, que possuem experiência em cenários de desastres em diferentes biomas, incluindo a Amazônia.
A colaboração entre países é fundamental para a superação de tragédias como esta. A resposta rápida e coordenada, com o envio de pessoal especializado e recursos, é crucial para salvar vidas e iniciar o processo de reconstrução. A comunidade internacional, por meio de organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU), desempenha um papel vital na articulação e no envio de ajuda humanitária, garantindo que os recursos cheguem às populações mais necessitadas.
