Uma figura de rosto oculto, vestindo um boné preto e uma máscara grande, esteve presente entre um grupo seleto de homens que conduziram a oração fúnebre para o ex-líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, na quinta-feira (9). A presença enigmática gerou intensa especulação nas redes sociais, com muitos usuários levantando a hipótese de que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, estaria disfarçado para comparecer ao sepultamento de seu pai em Mashhad.
Mojtaba Khamenei não foi visto em público desde sua nomeação, há quatro meses, o que intensifica o mistério em torno da sucessão. Essa ausência é um dos muitos pontos de interrogação que cercam as cerimônias fúnebres de grande porte, realizadas ao longo de uma semana, para Ali Khamenei, que morreu em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos no final de fevereiro. A situação política no Irã é marcada por profundas divisões internas e uma diplomacia tensa com os EUA, o que pode explicar a estratégia do regime em manter o novo líder em discrição.
Durante a semana de homenagens a Ali Khamenei, vídeos gerados por inteligência artificial (IA) mostravam Mojtaba Khamenei vestindo roupas civis e um boné preto, caminhando entre a multidão em Teerã que prestava suas últimas homenagens ao pai. Jornalistas alinhados ao regime sugeriram que ele estaria entre os presentes, enquanto outros compartilhavam fotos de um homem barbado, alegando tratar-se do aiatolá disfarçado. A nova aparição de um indivíduo com o rosto oculto em um evento privado, restrito à família e amigos próximos, e conduzido por outro filho de Khamenei, Mostafa, adiciona mais uma camada de incerteza.
Usuários de redes sociais examinaram minuciosamente o porte físico, os óculos e a estatura do homem mascarado, comparando-os ao novo líder supremo. A falta de aparições públicas de Mojtaba Khamenei levanta dúvidas sobre sua capacidade de liderança e até mesmo sobre sua condição física, com alguns chegando a sugerir que ele poderia estar morto. Essa abordagem de manter a principal autoridade do Estado envolta em mistério, apesar das especulações, sinaliza uma estratégia deliberada do regime iraniano para gerenciar a transição de poder em um cenário regional e interno complexo.
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