PUBLICIDADE

EUA Atacam Dezenas de Alvos no Irã em Nova Onda de Ofensiva

Washington, EUA – O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou neste domingo (12) a conclusão de uma nova onda de ataques contra o Irã, atingindo “dezenas de alvos em vários locais com munições de precisão”. O objetivo central da ofensiva, segundo as forças americanas, é mitigar a capacidade iraniana de ameaçar a navegação internacional no vital Estreito de Ormuz.

A operação, que utilizou uma combinação de caças, navios de guerra, drones aéreos e marítimos, teve como foco, pela primeira vez, sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações. O CENTCOM enfatizou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global, declarando que “o Irã não controla essa passagem”.

A mídia estatal iraniana reportou ataques em províncias centrais e do sul do país, com um saldo inicial de uma morte e quatro feridos. Valiollah Hayati, vice-governador da província de Khuzistão, no sudoeste do Irã, informou à agência estatal IRNA que um guarda de segurança faleceu e outros quatro ficaram feridos após um projétil atingir uma estação de bombeamento de água no condado de Mahshahr. Explosões também foram ouvidas nas cidades de Khorramshahr e Hoveyzeh, ambas na mesma província, segundo a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

O anúncio do CENTCOM sucede um dia após os EUA terem divulgado ataques contra aproximadamente 140 instalações militares iranianas em uma operação aérea noturna. Em um movimento de retaliação, a IRGC afirmou ter direcionado ataques a bases americanas. A agência Fars relatou que, em resposta às ações americanas, a Força Aérea da IRGC atingiu instalações de manutenção e reparo de helicópteros, um hangar com uma aeronave P-8 Poseidon e o centro de comando e controle de drones das Forças Armadas na Base Aérea dos EUA em Sheikh Isa, no Bahrein. A IRGC declarou que “as operações de retaliação continuarão”.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das artérias marítimas mais importantes do mundo. Por ele, transita cerca de 30% do petróleo bruto comercializado globalmente e uma parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL). A instabilidade na região, especialmente com a possibilidade de bloqueio ou restrição da passagem, gera impactos imediatos nos preços internacionais de energia, afetando economias em todo o globo, incluindo, indiretamente, a cadeia produtiva e o custo de combustíveis em regiões distantes como a Amazônia Legal. Flutuações no preço do petróleo podem influenciar o custo do transporte de mercadorias, desde alimentos até insumos industriais, chegando a cidades como Macapá (AP) e Manaus (AM), impactando o custo de vida da população local.

A tensão na região remonta a décadas, mas se intensificou nos últimos anos, com o Irã frequentemente realizando exercícios militares e ameaçando fechar o estreito em resposta a sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados. A possibilidade de um conflito direto na área gera preocupação internacional devido às suas vastas consequências econômicas e geopolíticas. A comunidade internacional, incluindo a ONU, tem buscado a desescalada e a manutenção da liberdade de navegação na região, reconhecendo sua importância para a estabilidade econômica mundial.

Leia mais

PUBLICIDADE