Agências de segurança dos Estados Unidos confiscaram mais de 700 drones nas proximidades de locais de jogos e áreas de torcedores da Copa do Mundo da FIFA desde o início do torneio, em 11 de junho. A informação foi divulgada pelo FBI, a agência federal de investigações norte-americana, nesta quinta-feira (16).
Durante os dias de partidas, todas as operações de aeronaves não tripuladas, conhecidas como drones, são estritamente proibidas em um raio de 914 metros acima do nível do solo ao redor dos estádios. A exceção se dá apenas para aqueles com autorização específica dos controladores de tráfego aéreo.
O FBI relatou que drones foram apreendidos em espaços aéreos restritos nas 11 cidades americanas que sediam os jogos do campeonato. Diversas prisões foram efetuadas em decorrência dessas violações.
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA implementou dezenas de restrições temporárias de voo para coibir a presença de drones nas imediações dos locais da Copa do Mundo. Em áreas de grande concentração de torcedores, como fan zones, os drones são proibidos em um raio de aproximadamente 1,8 quilômetro e até 304 metros de altitude.
Operadores de drones que invadirem o espaço aéreo restrito sem a devida permissão podem estar sujeitos a multas que chegam a US$ 100 mil, além de enfrentar acusações criminais e ter seus equipamentos apreendidos, conforme alertaram as autoridades.
O FBI tem mantido equipes dedicadas nas áreas adjacentes aos estádios da Copa do Mundo com o objetivo de detectar e neutralizar drones que operem de forma não autorizada. Essa vigilância constante visa garantir a segurança e a integridade dos eventos.
Em entrevista recente, o administrador da FAA, Bryan Bedford, destacou que as apreensões realizadas comprovam a capacidade do governo em “realmente identificar os usuários e as pessoas que estão em espaço aéreo onde não deveriam estar”. Ele ressaltou a importância da fiscalização para a manutenção da ordem.
A agência também propôs a criação de um sistema que permita a operadores de infraestruturas críticas solicitar restrições de operações de drones sobre suas instalações. Essa medida visa fortalecer a segurança e a proteção de locais estratégicos, como usinas de energia, instalações de serviços públicos e outras infraestruturas essenciais.
“Vamos começar a analisar todos os locais sensíveis: usinas de energia, instalações de serviços públicos e infraestruturas”, afirmou Bedford, indicando um plano de ação abrangente para a proteção de áreas vitais. A FAA recebe mensalmente mais de 100 relatos de drones avistados próximos a aeroportos, o que demonstra a crescente necessidade de regulamentação e fiscalização.
A presença crescente de drones, mesmo em regiões remotas como a Amazônia Legal, levanta questões sobre regulamentação e segurança. Embora o contexto da Copa do Mundo seja específico, a preocupação com o uso indevido dessas aeronaves se estende a diversas áreas. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) são os órgãos responsáveis pela regulamentação do uso de drones, buscando equilibrar a inovação tecnológica com a segurança pública e a privacidade.
A fiscalização em eventos de grande porte, como a Copa do Mundo, reflete uma tendência global de intensificar o controle sobre o espaço aéreo. A Amazônia Legal, com sua vasta extensão territorial e pontos de interesse estratégico, pode se beneficiar de discussões sobre o uso seguro e regulamentado de drones para fins de monitoramento ambiental, segurança e logística, mas também exige atenção quanto a possíveis usos ilícitos.
