Um ataque com drones provocou um incêndio na refinaria de petróleo de Afipsky, localizada na região de Krasnodar, sul da Rússia. A informação foi confirmada nesta terça-feira (25) pelo governador regional, Veniamin Kondratyev, através de sua conta no aplicativo de mensagens Telegram.
De acordo com as autoridades, duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em decorrência da queda de destroços dos drones, que atingiram a estação ferroviária de Afipsky. A região amazônica, embora distante geograficamente, também lida com os impactos indiretos de conflitos internacionais, como a flutuação de preços de combustíveis e a instabilidade no mercado de energia global, afetando economias locais e o custo de vida para comunidades ribeirinhas e urbanas, de Macapá (AP) a Manaus (AM).
A Ucrânia tem intensificado ataques a refinarias de petróleo e outras infraestruturas estratégicas na Rússia como forma de retaliar a invasão e de tentar prejudicar os esforços militares de Moscou, além de reduzir as receitas financeiras do país. Essas ações visam impactar a capacidade russa de financiar a guerra.
Em um incidente recente, a refinaria de Perm, a sétima maior unidade de processamento de petróleo da Rússia em volume, precisou interromper suas operações após um ataque de drones ucranianos. O ataque, ocorrido em 21 de agosto, causou um incêndio e danos em suas unidades tecnológicas, segundo informações de fontes do setor.
A unidade de Afipsky, que tem como foco principal a exportação, processou cerca de 7,2 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto em 2024, o que equivale a aproximadamente 144 mil barris por dia. Esta não é a primeira vez que a refinaria é alvo de drones ucranianos nos últimos meses, indicando uma estratégia contínua de ataques a alvos energéticos russos.
Na segunda-feira (24), quatro centros logísticos da Ozon, a segunda maior varejista online da Rússia, também foram atingidos por drones ucranianos em ataques ocorridos no sul do país. Com essas novas ocorrências, o número de instalações da companhia afetadas desde 22 de agosto chegou a seis.
O Ministério da Defesa russo reportou que suas forças conseguiram interceptar e destruir 351 drones ucranianos durante a noite em diferentes regiões do território russo. Paralelamente, os militares ucranianos informaram ter atingido um caça russo MiG-29 e duas embarcações russas no Mar Negro durante a madrugada, conforme declarado pelo comandante das forças de drones da Ucrânia, Robert Brovdi.
Esses eventos sublinham a escalada do conflito e a sofisticação das táticas empregadas por ambos os lados. Para a Amazônia, a instabilidade geopolítica global pode ter reflexos no planejamento de projetos de infraestrutura e na segurança energética, áreas cruciais para o desenvolvimento sustentável da região, impactando desde o transporte fluvial até o suprimento de energia para comunidades isoladas.
