PUBLICIDADE

Ações da “velha Economia” Atraem Investidores nos EUA

A possibilidade de uma bolha em empresas ligadas à inteligência artificial (IA) não significa que as oportunidades na bolsa americana tenham se esgotado. Para Ben Campbell, CEO da Capital Advisors, empresa de infraestrutura dos Estados Unidos, ainda há ações negociadas a preços atrativos, especialmente em setores da chamada “velha economia”, que ficaram à margem da forte valorização das empresas de tecnologia.

O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana”, apresentado durante a Resenha do Dinheiro desta semana por Bernardo Pascowitch. O executivo defende que investidores ampliem o olhar para segmentos que ainda não acompanharam o rali das gigantes de tecnologia.

“Segundo o CEO, vale olhar para outros setores da economia, principalmente aqueles ligados à economia real, que ainda não passaram por uma valorização tão forte. A expectativa é que esses segmentos tenham espaço para crescer e que o S&P 500 possa alcançar os 9 mil pontos até o fim do ano”, destaca.

A análise de Campbell ganha relevância em um momento de alta especulação em torno de empresas de IA, que impulsionaram o mercado nos últimos meses. A euforia com a tecnologia, no entanto, levanta debates sobre a sustentabilidade dessas valorizações e a possibilidade de formação de bolhas especulativas, um cenário que pode levar investidores a buscar alternativas em setores mais tradicionais da economia.

A “velha economia”, termo usado para descrever setores como indústria, energia, materiais básicos e consumo, historicamente menos voláteis que o setor de tecnologia, pode oferecer um porto seguro em tempos de incerteza. A infraestrutura, área de atuação da Capital Advisors, é um exemplo de setor que pode se beneficiar de investimentos em projetos de longo prazo, impulsionados por políticas governamentais e pela necessidade de modernização de redes e serviços essenciais.

Em um contexto regional como o da Amazônia Legal, a diversificação de investimentos pode ser uma estratégia ainda mais importante. Estados como Pará (PA), Amazonas (AM) e Tocantins (TO) possuem economias fortemente ligadas a setores primários e infraestrutura, áreas que podem apresentar oportunidades de crescimento alinhadas às recomendações de Campbell. A expansão de rodovias, a exploração sustentável de recursos naturais e o desenvolvimento de energias renováveis são exemplos de projetos que demandam capital e podem gerar retornos significativos.

A melhora das expectativas para a inflação brasileira também foi outro destaque da semana. Pela primeira vez desde fevereiro, o Boletim Focus mostrou uma redução na projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, que passou de 5,33% para 5,30%. Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, a revisão acompanha um cenário mais favorável para os preços internacionais do petróleo após o arrefecimento das tensões no Oriente Médio e representa uma notícia positiva para a condução da política monetária.

Adicionalmente, Thiago Godoy, educador financeiro, destacou o desempenho do ouro, que registrou o pior trimestre desde 2013 após perder força diante da recuperação das bolsas de valores. Segundo ele, “o movimento reflete um aumento do apetite dos investidores por ativos de risco, mas não elimina a importância do metal precioso como instrumento de diversificação”.

A Resenha do Dinheiro, programa que contou com a participação de Campbell, Fontes e Godoy, é realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock. Apresentado por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, o programa aborda semanalmente os principais temas da economia com uma abordagem leve e descomplicada, visando a educação financeira e o investimento.

Leia mais

PUBLICIDADE