A paralisação dos motoristas da empresa 1001 entra em seu 11º dia, impactando a rotina de moradores de aproximadamente 15 bairros em São Luís, Maranhão. A população enfrenta dificuldades de locomoção devido à suspensão do serviço de transporte público, enquanto a categoria reivindica o pagamento de salários atrasados. O impasse entre os empresários, que alegam falta de subsídio da prefeitura, e a gestão municipal, que contesta a utilização dos recursos, agrava a situação.
O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema) intensifica a pressão, ameaçando deflagrar uma greve geral a partir da próxima quarta-feira (26) caso as pendências salariais não sejam resolvidas. A medida pode paralisar todo o sistema de transporte urbano da capital maranhense, ampliando ainda mais os transtornos para a população.
Entre os bairros afetados pela paralisação estão: Ribeira, Vila Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu. A ausência dos ônibus tem gerado transtornos para trabalhadores, estudantes e demais usuários do transporte público, que precisam buscar alternativas para se deslocar pela cidade.
O sindicato da categoria enviou um ofício às empresas, concedendo um prazo de 72 horas para a quitação dos débitos salariais. O não cumprimento do prazo pode levar à paralisação total do sistema de transporte, segundo o Sttrema. A entidade alega que os atrasos salariais têm sido recorrentes, prejudicando os trabalhadores e comprometendo a qualidade do serviço prestado à população.
A Prefeitura de São Luís tenta obter autorização judicial para depositar os valores do subsídio destinados ao pagamento dos salários atrasados. O prefeito Eduardo Braide (PSD) alega que a administração municipal já repassa o subsídio necessário para o pagamento dos motoristas, mas que as empresas têm colocado apenas 80% da frota em circulação.
A prefeitura protocolou um novo pedido no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) após ter o pedido negado em primeira instância. A Justiça entendeu que apenas o TRT-16 pode analisar questões relacionadas à greve, decisões liminares e dissídio coletivo. Com isso, a prefeitura enfrenta dificuldades para efetivar o repasse de R$ 2 milhões destinados ao pagamento dos trabalhadores.
Enquanto o impasse persiste, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que continua acompanhando as negociações e oferecendo vouchers de corridas por aplicativo durante a greve no transporte público. A medida visa minimizar os impactos da paralisação para a população.
Diante desse cenário de incertezas, confira 5 dicas para lidar com a falta de transporte público:
1. Planeje seus deslocamentos: Antecipe-se e verifique se o seu trajeto está sendo afetado pela paralisação. Utilize aplicativos de transporte para monitorar o trânsito e identificar rotas alternativas.
2. Compartilhe o transporte: Combine caronas com colegas de trabalho, vizinhos ou amigos que façam o mesmo trajeto. Além de economizar, você contribui para reduzir o número de veículos nas ruas.
3. Explore o transporte alternativo: Considere utilizar bicicletas, patinetes ou outros meios de transporte individual para se locomover. Caminhar também pode ser uma opção para distâncias mais curtas.
4. Trabalho remoto: Se possível, negocie com seu empregador a possibilidade de trabalhar remotamente durante o período de paralisação. Essa medida evita o deslocamento e garante a continuidade das suas atividades.
5. Mantenha-se informado: Acompanhe as notícias e os canais de comunicação da prefeitura e do sindicato dos rodoviários para ficar por dentro das últimas informações sobre a paralisação e as negociações.
A população de São Luís aguarda ansiosamente por uma solução para o impasse que afeta o transporte público da cidade. A resolução do conflito é fundamental para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos e o bom funcionamento da economia local.
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Fonte: https://g1.globo.com
