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Manifestantes pró e contra bolsonaro se concentram em frente à pf

© Valter Campanato/Agência Brasil

A entrada da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, tornou-se palco de manifestações antagônicas neste sábado, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. De um lado, apoiadores do ex-chefe do executivo expressavam solidariedade e descontentamento. Do outro, opositores celebravam a prisão.

A atmosfera no local era tensa, com os dois grupos separados, mas audíveis. Gritos de apoio e protesto se misturavam, enquanto veículos passavam, alguns buzinando em concordância, outros expressando desaprovação. Uma manifestante chegou a estourar uma garrafa de champanhe em comemoração. O músico Fabiano Trompetista compareceu para tocar uma marcha fúnebre, em alusão ao momento.

A deputada federal Bia Kicis esteve presente e classificou a prisão como uma “perseguição política absurda e inconstitucional”.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, motivada pela convocação de uma vigília nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Segundo o ministro, o evento poderia gerar tumulto e até facilitar uma possível fuga. Moraes também mencionou a identificação de uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada.

A audiência de custódia do ex-presidente está agendada para este domingo. A defesa de Bolsonaro já anunciou que irá recorrer da decisão.

Bolsonaro já havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, e a execução das penas, para ele e os demais réus, pode ocorrer nas próximas semanas.

O ex-presidente cumpria prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, após o descumprimento de medidas cautelares previamente estabelecidas pelo STF. Entre as restrições, estavam o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais.

Após a chegada à Polícia Federal, Bolsonaro recebeu atendimento médico e medicação, ambos autorizados pelo STF.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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