A Copa do Mundo de 2026 reserva marcos históricos e, nesta terça-feira, Lionel Messi inscreveu seu nome em mais um capítulo glorioso. Ao balançar as redes três vezes na vitória da Argentina sobre a Argélia, por 3 a 0, o craque argentino superou a marca de Ronaldo Fenômeno em número de gols em Copas. Messi agora soma 16 tentos, ultrapassando os 15 de Ronaldo e igualando o alemão Miroslav Klose na liderança do seleto grupo de artilheiros máximos do torneio.
Em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, o próprio Ronaldo Nazário não mediu palavras para exaltar o feito de Messi. Com a sensibilidade de quem conhece a fundo a magnitude do esporte e a trajetória de um colega de elite, o Fenômeno demonstrou respeito e admiração. “Para os deuses do futebol, é uma estatística com selo do fato dele passar todo mundo. Eu acho que se tem alguém que merece passar e ter esse título de artilheiro de todas as copas de todos os tempos, acho que o Messi é o cara perfeito para estar ali”, declarou, em um tom que misturava a nostalgia de seus próprios recordes com a reverência ao talento argentino.
Ronaldo, que já havia superado outros grandes nomes em sua carreira, lembrou que recordes são feitos para serem quebrados. “Eu já respondi algumas vezes sobre isso, porque quando o Klose me passou, eu falei ‘gente, isso aí são números, é uma estatística.’ E recordes são feitos para serem superados também. Não tem nenhum recorde que vai ficar para sempre. Mas não é o que determina cada jogador e o que fez a vida inteira, mas é um belo de um número, uma bela de uma estatística”, ponderou.
A fala de Ronaldo ecoa a sabedoria de quem viveu o ápice e compreende que as estatísticas, por mais impressionantes que sejam, são apenas um reflexo de uma jornada. A Amazônia, terra de saberes ancestrais e de uma relação profunda com os ciclos da natureza, nos ensina que a superação é constante, assim como os rios que mudam de curso e as florestas que se reinventam. Messi, com sua genialidade inata, parece incorporar essa força transformadora do esporte.
Messi, por sua vez, após a partida histórica contra a Argélia, expressou honra em fazer parte de um seleto grupo que inclui Klose e Ronaldo. Contudo, com a humildade que o caracteriza, o argentino minimizou o peso das estatísticas individuais. “Não acho que isso signifique muita coisa. Mbappé também marcou dois gols hoje. No final, são estatísticas e nada mais”, disse a repórteres argentinos, buscando o foco coletivo, assim como os povos originários da Amazônia valorizam a força da comunidade acima do indivíduo.
Com a possibilidade de disputar mais dois jogos pela Argentina nesta Copa do Mundo – contra a Áustria e a Jordânia –, Messi tem a chance de se isolar ainda mais como o maior artilheiro da história do torneio. Cada gol seu é um sopro de inspiração, um lembrete de que a persistência e o talento podem reescrever a história, assim como as narrativas orais dos anciãos amazônicos transmitem a sabedoria de geração em geração. A jornada de Messi em Copas é um espetáculo à parte, que transcende números e se insere no imaginário do futebol mundial.
O próximo desafio da tricampeã Argentina será contra a Áustria, em um jogo válido pela segunda rodada do Grupo J. A partida está marcada para o AT&T Stadium, em Dallas, nos EUA, no dia 22 de junho de 2026, às 14h (de Brasília).
