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VSR e Gripe Elevam Hospitalizações na Amazônia

O cenário epidemiológico no Brasil indica um aumento preocupante nas hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também por gripe, conforme dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A análise, referente à Semana Epidemiológica 22 (31 de maio a 6 de junho), aponta que a queda nas temperaturas pode estar impulsionando a circulação desses vírus, especialmente em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, um contexto comum em diversas localidades da Amazônia Legal.

Onze das 27 unidades federativas brasileiras apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento a longo prazo. Entre elas, destacam-se estados amazônicos como Acre (AC), Amapá (AP) e Pará (PA), além de Roraima (RR). O Amazonas (AM) e o Maranhão (MA), embora com indícios de interrupção no crescimento ou queda de casos de SRAG na tendência de longo prazo, ainda registram incidência em níveis de alerta ou alto risco.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, ressalta a importância de medidas preventivas. “É fundamental que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro de unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar”, orienta. Ela também enfatiza a necessidade de isolamento em caso de sintomas gripais para evitar a disseminação viral. Se o isolamento não for possível, o uso de máscaras de alta proteção, como N95 ou PFF2, é recomendado.

“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, alerta Tatiana Portella. A vacinação é uma ferramenta crucial para reduzir a carga sobre o sistema de saúde, especialmente em regiões como a Amazônia, onde o acesso a serviços médicos pode ser mais desafiador.

A análise laboratorial dos dados revela que o VSR é o principal impulsionador do aumento de SRAG em crianças de até 4 anos. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus tem predominado. Já em jovens, adultos e idosos, os casos de SRAG têm sido associados à influenza A. A influenza B também demonstra crescimento, particularmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos, o que exige atenção redobrada em ambientes escolares e de trabalho em toda a região amazônica.

A vigilância epidemiológica contínua é essencial para monitorar a evolução desses surtos e orientar as ações de saúde pública. Em 2024, já foram registrados 3.591 óbitos por SRAG, um número que reforça a gravidade das infecções respiratórias e a necessidade de medidas preventivas eficazes em todo o território nacional, com especial atenção às particularidades da região amazônica.

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