O número de mortes em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430. O balanço oficial foi divulgado neste sábado (27) pelo governo venezuelano, que também registrou 3.238 feridos em consequência dos abalos sísmicos. Os tremores principais alcançaram magnitudes de 7,5 e 7,2 graus na escala Richter. O país sul-americano, que compartilha fronteiras com o Brasil, especialmente com o estado de Roraima (RR), está em estado de emergência.
Segundo as autoridades venezuelanas, foram contabilizadas pelo menos 430 réplicas de menor intensidade, o que tem gerado apreensão e dificultado os trabalhos de resgate nas áreas mais afetadas. A região amazônica brasileira, embora distante do epicentro, sente os reflexos da instabilidade na vizinha Venezuela, com potencial impacto na segurança e em fluxos migratórios. O governo federal brasileiro, através do Ministério das Relações Exteriores, acompanha a situação de perto.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que dois cidadãos brasileiros morreram em decorrência dos terremotos. As vítimas foram identificadas como uma mulher e um homem. Uma das vítimas fatais é Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos, natural de Brasília (DF). A confirmação da morte de brasileiros em solo venezuelano aumenta a preocupação com a comunidade brasileira residente na região e com os venezuelanos que buscam refúgio em território nacional, especialmente nos estados fronteiriços como Roraima (RR).
Na tarde de sexta-feira (26), um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte da Venezuela. O tremor foi sentido na capital Caracas e na cidade vizinha de Maracay, intensificando o medo e a destruição. A infraestrutura de diversas cidades venezuelanas foi severamente comprometida, com edifícios desabando e vias de acesso obstruídas. O acesso a serviços básicos como água potável e energia elétrica foi interrompido em muitas localidades, agravando a crise humanitária.
O Brasil, em resposta à tragédia, enviou o terceiro avião com ajuda humanitária para a Venezuela. A carga inclui suprimentos essenciais como alimentos, água, medicamentos e materiais de abrigo. A cooperação internacional é fundamental neste momento, e o Brasil demonstra seu compromisso em auxiliar o país vizinho a superar esta catástrofe. A Defesa Civil brasileira e órgãos como o IBAMA estão em prontidão para oferecer suporte técnico, caso seja solicitado pelas autoridades venezuelanas, especialmente em relação a possíveis desastres ambientais decorrentes dos abalos.
A comunidade internacional tem oferecido apoio, e os Estados Unidos (EUA) anunciaram o alívio de sanções financeiras contra a Venezuela como uma medida para facilitar a chegada de ajuda humanitária. A situação na Venezuela requer atenção contínua, e as repercussões regionais, incluindo para a Amazônia Legal, devem ser monitoradas atentamente pelas autoridades brasileiras e pela imprensa especializada na região.
