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Safra de Grãos da Amazônia Legal Deve Atingir 360,1 Milhões de Toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou novas projeções para a safra de grãos 2025/26, indicando um volume expressivo de 360,1 milhões de toneladas. Este número representa um ligeiro aumento de 0,4% em relação à estimativa anterior da estatal e, caso confirmado, será 2,2% superior à produção da temporada passada, adicionando 7,8 milhões de toneladas ao mercado nacional. Este desempenho positivo, segundo a Conab, é impulsionado principalmente pela expansão da área plantada, enquanto a produtividade média das lavouras deve permanecer estável em 4.311 quilos por hectare.

Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, atribui parte desse resultado às condições climáticas favoráveis, com chuvas adequadas e boa umidade do solo em diversas regiões produtoras. A previsão para julho aponta para a manutenção dessas condições, sem desvios significativos em relação ao padrão histórico para esta época do ano, caracterizada por uma redução natural das chuvas, especialmente no Centro-Oeste brasileiro. No entanto, é fundamental monitorar os impactos climáticos em outras regiões, como no Nordeste, onde a escassez hídrica pode afetar a segunda safra, e no Sul e Sudeste, onde frentes frias podem trazer adversidades.

A soja, principal grão cultivado no país e com grande relevância para a economia da Amazônia Legal, já teve sua colheita finalizada, alcançando aproximadamente 180,6 milhões de toneladas. Este volume, que corresponde a metade da safra total projetada, demonstra um crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior. O aumento na produção de soja foi resultado de uma expansão de 2,7% na área cultivada, aliada a um bom pacote tecnológico empregado pelos produtores e às condições climáticas favoráveis durante o plantio e desenvolvimento da cultura.

O milho, outro cereal de grande importância, tem sua produção estimada em 141,7 milhões de toneladas. Se confirmada, esta marca representará um acréscimo de 0,4% sobre a safra anterior e responderá por quase 40% do total de grãos colhidos. A primeira safra de milho já está praticamente colhida, com cerca de 29,6 milhões de toneladas. A segunda safra, que corresponde à maior parte da produção, está com 38,9% da área colhida e deve totalizar 109,43 milhões de toneladas, embora este índice se mostre inferior à média dos últimos cinco anos. Para a terceira safra, a expectativa é de 2,7 milhões de toneladas.

No que se refere ao arroz e feijão, os números apresentados pela Conab indicam retrações. A colheita de arroz foi finalizada com uma produção de 11,1 milhões de toneladas, um recuo de 13,1% em relação à safra passada, atribuído à redução da área plantada. O feijão, por sua vez, tem sua produção total estimada em 3 milhões de toneladas, 1,4% menor que o ciclo anterior. Vasconcellos explicou que a segunda safra de feijão enfrentou adversidades climáticas em junho, com escassez de chuvas no Nordeste e frentes frias, redução de temperatura e geadas em algumas localidades do Sul e Sudeste, impactando o potencial produtivo.

Apesar das quedas pontuais, o volume de arroz e feijão a ser disponibilizado ao mercado ainda é considerado suficiente para atender à demanda interna, mas a atenção aos fatores climáticos e às estratégias de manejo agrícola torna-se cada vez mais crucial para a sustentabilidade da produção agrícola na vasta e diversa região amazônica, que abrange estados como Pará (PA), Amazonas (AM), Rondônia (RO), Roraima (RR), Amapá (AP), Tocantins (TO) e Maranhão (MA), além de partes do Mato Grosso (MT) e Goiás (GO).

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