A maranhense Rayssa Leal, duas vezes medalhista olímpica, conquistou o título da terceira etapa da Street League Skateboarding (SLS) no Rio de Janeiro. A competição, realizada pela primeira vez no Ginásio do Maracanãzinho, contou com a presença de um público expressivo que lotou as arquibancadas para assistir ao espetáculo do skate.
Mesmo sentindo dores devido a uma queda sofrida na véspera do evento, Rayssa Leal demonstrou grande performance e alcançou a somatória de 20.9 pontos. A vantagem sobre a segunda colocada, a japonesa Momiji Nishiya, medalhista de ouro em Tóquio 2020, foi mínima: apenas 0.02 pontos. Nishiya obteve 20.7 pontos. O pódio foi completado pela espanhola Daniela Terol, com 17.7 pontos, e a paulista Gabriela Mazetto, que ficou em quarto lugar com 14.8 pontos.
Este é o segundo troféu de Rayssa Leal na temporada atual da SLS, que teve sua etapa de abertura em Sydney, na Austrália, em fevereiro. Com essa vitória, a atleta de Imperatriz (MA) se consolida como uma forte candidata ao Super Crown da SLS 2026, a etapa final que reúne os skatistas com as maiores pontuações ao longo do ano. Rayssa é tetracampeã consecutiva do Super Crown, tendo vencido as edições de 2022, 2023, 2024 e 2025.
Em entrevista após a conquista, Rayssa Leal expressou sua felicidade: “Ontem eu não estava andando tão bem. Hoje eu andei assim, tudo que eu podia andar. Fiquei muito contente. Eu dedico esse título para a minha família, para eles que estão lá em Imperatriz. Pai, feliz Dia dos Pais. Eu te amo”, declarou a skatista, emocionada. A dedicação especial ao seu pai, celebrando o Dia dos Pais, reforça os laços familiares da atleta, que tem em Imperatriz, no Maranhão, seu berço e principal ponto de apoio.
A etapa carioca, denominada Rio Takeover, foi a terceira do circuito mundial da SLS. O calendário segue com a próxima parada em Tempe, nos Estados Unidos, no dia 29 de agosto. As etapas seguintes estão previstas para Paris, na França, em 3 de outubro; Tóquio, no Japão, em 14 de novembro; e o aguardado Super Crown, que acontecerá em São Paulo, em dezembro. A escolha do Rio de Janeiro como sede reflete a crescente popularidade do skate no Brasil e na América do Sul, atraindo investimentos e visibilidade para a modalidade.
Na categoria masculina, o Brasil também teve forte representação, com cinco atletas disputando a final. Giovanni Vianna, de Santo André (SP), esteve perto da vitória, liderando a penúltima rodada com notas expressivas de 9.1 e 9.2. Contudo, o canadense Cordano Russel garantiu o título com 27.9 pontos após uma manobra de 9.3 na rodada final. Giovanni Vianna ficou com o vice-campeonato, somando 26.9 pontos, após não conseguir aproveitar sua última chance. O também brasileiro Wallace Gabriel, com 24.5 pontos, assegurou a terceira posição no pódio.
Outros brasileiros na disputa masculina foram Abner Pietro (Osasco-SP), que terminou em quinto lugar com 22.6 pontos; Lucas Rabelo (CE), campeão mundial em 2021, que ficou em sétimo com 15.9 pontos; e Ivan Monteiro (SP), na décima posição com 7.0 pontos. A presença de múltiplos atletas brasileiros nas finais demonstra a força e o talento emergente do skate nacional, que se destaca em competições internacionais e inspira jovens de todas as regiões, incluindo a Amazônia Legal, onde o esporte também ganha adeptos.
