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Minc Busca Apoio do BRICS para Infraestrutura Cultural na Amazônia

O Ministério da Cultura (MinC) do Brasil está em busca de parcerias internacionais para o desenvolvimento de sua infraestrutura cultural. O secretário executivo da pasta, Márcio Tavares, reuniu-se recentemente em Xangai, na China, com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, Dilma Rousseff. Na ocasião, foram apresentados projetos ministeriais que visam a melhoria dos espaços culturais brasileiros e que podem ser financiados pelo banco.

Entre as propostas em pauta, destacam-se a reconversão verde de equipamentos culturais – um plano para modernizar teatros, museus e outros espaços com foco em sustentabilidade ambiental – e o desenvolvimento tecnológico do setor criativo nacional. A iniciativa se alinha com a necessidade de adaptação de infraestruturas em regiões como a Amazônia Legal, onde a preservação ambiental é crucial e os desafios logísticos demandam soluções inovadoras.

Tavares também detalhou ao NDB a expansão de iniciativas como os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura) e a rede de equipamentos culturais itinerantes MovCeus. A criação de novas unidades e a reforma das existentes em todo o território nacional, incluindo estados amazônicos como Pará (PA) e Amazonas (AM), foram pontos centrais da apresentação. A modernização desses espaços é fundamental para democratizar o acesso à cultura em municípios do interior, muitas vezes carentes de opções de lazer e formação artística.

A conversa também abordou a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, uma iniciativa bilateral para fortalecer os laços culturais e a parceria estratégica entre os dois países. A cultura é vista pelo MinC como um vetor essencial para o desenvolvimento socioeconômico, impulsionando a geração de renda e a transição ecológica, temas de grande relevância para a região amazônica.

“A cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento, que caminha em paralelo à geração de renda e à transição ecológica”, afirmou o secretário-executivo. Ele ressaltou a importância do apoio financeiro do Banco do BRICS para expandir e modernizar a infraestrutura cultural e criativa do Brasil, um investimento com potencial de transformação social e econômica, especialmente em áreas remotas.

Durante o encontro, Márcio Tavares apresentou ainda o Tela Brasil, plataforma pública de streaming lançada recentemente pelo governo federal. O serviço já disponibiliza 555 obras audiovisuais brasileiras gratuitamente, incluindo 19 títulos que já representaram o país em disputas pelo Oscar. Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenado pelo MinC, o Tela Brasil reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e acervos de instituições como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

A plataforma oferece uma diversidade de formatos, com 267 curtas-metragens, 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes e 64 obras seriadas. A iniciativa visa não apenas a democratização do acesso ao conteúdo audiovisual nacional, mas também o fomento à produção local, um aspecto vital para a diversidade cultural amazônica, que possui narrativas e expressões únicas ainda pouco exploradas.

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