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Mar Revolto no Litoral do Rio com Ondas de Até 2,5 Metros

A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca para o litoral do Rio de Janeiro, com previsão de ondas que podem atingir até 2,5 metros de altura. O fenômeno deve se estender da madrugada desta sexta-feira (19) até a madrugada de sábado (20), quando a intensidade da ressaca tende a diminuir.

A agitação marítima exige atenção especial dos frequentadores das praias. O Centro de Operações da prefeitura do Rio recomenda que os banhistas evitem o mar devido às valas e correntes marítimas que permanecem nas praias cariocas. É fundamental seguir as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros e evitar permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar. Pescadores devem suspender as atividades de navegação enquanto a ressaca estiver ativa, e ciclistas devem ter cautela ao pedalar na orla, caso as ondas alcancem a ciclovia.

As condições meteorológicas para esta sexta-feira (19) indicam redução da nebulosidade e ausência de chuva, com ventos moderados e temperaturas em elevação, podendo atingir uma máxima de 29ºC. No entanto, a aproximação de uma frente fria no sábado (20) trará mudanças. O céu ficará nublado a parcialmente nublado, com previsão de chuva fraca a moderada a partir do fim da noite. As temperaturas máximas no sábado podem chegar aos 32ºC.

Para o domingo (21), a previsão é de chuva fraca a moderada e ventos moderados. A temperatura máxima sofrerá uma queda, atingindo cerca de 27ºC. A instabilidade climática, embora concentrada no Sudeste, é um lembrete da dinâmica atmosférica que afeta todo o território nacional, incluindo a vasta região amazônica, onde fenômenos como o El Niño podem impactar os regimes de chuva e as temperaturas, com reflexos na agricultura e nos recursos hídricos.

Apesar da distância geográfica, a dinâmica climática global e regional é interconectada. Na Amazônia Legal, por exemplo, secas prolongadas ou chuvas intensas, muitas vezes influenciadas por fenômenos como o El Niño e a Oscilação Sul (ENSO), podem causar impactos severos. A cheia histórica de rios em cidades como Macapá (AP) e Santarém (PA) em anos anteriores, por exemplo, ressaltou a vulnerabilidade das populações ribeirinhas e a importância do monitoramento constante das condições ambientais. A previsão de um inverno com menos frio no Brasil, associada a um possível “Super El Niño”, conforme apontado por meteorologistas, reforça a necessidade de atenção a eventos climáticos extremos em todas as regiões do país, adaptando estratégias de prevenção e resposta.

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