A Embraer apresentou seu melhor segundo trimestre desde 2010, com um aumento de 7% nas entregas de aeronaves em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, 65 aeronaves foram entregues entre abril e junho de 2026, consolidando uma trajetória de crescimento que já vinha sendo observada nos meses anteriores.
O desempenho semestral foi ainda mais expressivo. No primeiro semestre de 2026, a empresa entregou 109 aeronaves, um avanço de 20% em relação às 91 unidades entregues no primeiro semestre de 2025. Esse resultado reflete a força da demanda global e a capacidade produtiva da companhia.
Os setores de aviação comercial e executiva foram os principais impulsionadores deste crescimento. A aviação comercial respondeu por 20 jatos entregues, enquanto a aviação executiva somou 45 aeronaves. Essa performance em ambos os segmentos demonstra a versatilidade e a competitividade dos produtos da Embraer no mercado internacional.
Em nota oficial, a empresa destacou que o desempenho foi impulsionado pelo maior volume de entregas tanto de jatos de pequeno quanto de médio porte. Isso evidencia a sólida demanda existente no mercado e a contínua eficiência operacional da Embraer, aspectos cruciais para a manutenção e expansão de sua participação global.
É importante notar que, apesar do bom desempenho geral, o setor de segurança e defesa não registrou entregas no segundo trimestre de 2026. A Embraer mantém, contudo, suas projeções para o ano inteiro. A expectativa é de entregar entre 80 e 85 aeronaves para a aviação comercial e entre 160 e 170 aeronaves para a aviação executiva. Caso essas metas sejam confirmadas, a empresa projetará uma alta de 6% nas entregas totais em 2026.
O robusto desempenho da Embraer repercutiu positivamente no mercado financeiro. As ações da empresa negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) registraram uma alta de aproximadamente 2%, enquanto na B3, a bolsa brasileira, o avanço foi de 1,5%. Esse movimento indica a confiança dos investidores na solidez e no potencial de crescimento da companhia.
A expansão da Embraer, com sede em São José dos Campos (SP), tem implicações significativas para a economia brasileira, especialmente no setor aeroespacial, que gera empregos qualificados e movimenta a cadeia de suprimentos. Embora o foco da notícia seja financeiro, o crescimento da Embraer fortalece a imagem do Brasil como um polo de tecnologia e inovação na indústria aeronáutica. Setores como o de defesa e o de aviação regional, que têm forte presença na Amazônia Legal, com empresas que utilizam aeronaves para logística e transporte em regiões remotas, podem se beneficiar indiretamente com a evolução tecnológica e a capacidade de produção da Embraer, ainda que as entregas diretas para esses segmentos não tenham sido o foco no período. A capacidade de produzir aeronaves eficientes e adequadas às necessidades de vastas regiões como a Amazônia é um diferencial competitivo que a Embraer tem explorado ao longo de sua história.
