Macapá (AP) – A Polícia Civil do Amapá (PC AP) efetuou, na segunda-feira (13), a prisão de um homem de 58 anos, foragido da Justiça desde 2024, investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A captura ocorreu em Laranjal do Jari, a aproximadamente 260 quilômetros de Macapá, após um trabalho de inteligência e monitoramento.
A operação foi conduzida pela Delegacia da Infância e Juventude e pela Delegacia da Mulher de Laranjal do Jari, com apoio estratégico de agentes da Operação Protetor dos Biomas. Segundo informações da PC AP, o homem tentou evadir-se ao perceber a aproximação das equipes, mas foi cercado e detido.
O indivíduo estava com mandado de prisão em aberto e era procurado pelas autoridades. A PC AP informou que a prisão faz parte de um trabalho contínuo de combate à criminalidade e de cumprimento de ordens judiciais.
O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, tem como vítimas crianças e adolescentes, com penas que podem variar de 8 a 15 anos de reclusão. A legislação brasileira considera vulnerável a vítima menor de 14 anos, ou qualquer pessoa que, por condição física ou mental, instrução ou condição de trabalho, não tenha capacidade de oferecer consentimento livre e informado.
As investigações que levaram à identificação e localização do foragido duraram semanas e envolveram o cruzamento de dados e o monitoramento de possíveis rotas de fuga. A Polícia Civil do Amapá reiterou seu compromisso em garantir a segurança pública e em responsabilizar criminosos que atentam contra a dignidade de crianças e adolescentes.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que determinará as próximas providências em relação ao detido. A Polícia Civil solicita que a população continue colaborando com informações anônimas através de seus canais de denúncia, visando auxiliar na elucidação de crimes e na captura de foragidos.
A Operação Protetor dos Biomas é uma iniciativa que visa intensificar a fiscalização e o combate a crimes ambientais e outros delitos em regiões de interesse ecológico. A integração de forças policiais em ações como esta demonstra a articulação das instituições para coibir a ação de criminosos em diversas frentes.
A PC AP reforça que a presunção de inocência é garantida a todos, mas que a atuação policial se pauta na coleta de provas e no cumprimento de mandados judiciais para a manutenção da ordem pública.
