A Operação Mulher Segura, iniciada em 1º de junho, registrou um total de 46 prisões em flagrante e concedeu 71 medidas protetivas em um período de 15 dias na capital Macapá (AP). A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e executada no estado pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), conta com a participação de todos os órgãos de segurança pública estaduais. As operações estão sendo realizadas em ciclos e têm previsão de continuidade até o final de dezembro.
A delegada de Polícia Civil, Sandra Dantas, e a policial penal, Valdirene Amorim, participaram do programa ‘Togas e Becas’, transmitido pela Diário FM 90,9, para detalhar o andamento das ações e o cenário da violência contra a mulher no Amapá.
Segundo a delegada Sandra Dantas, o Amapá apresenta a menor taxa de feminicídio do país. Ela atribui este resultado, em parte, à atuação efetiva dos órgãos de segurança pública e ao uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores. “Infelizmente, a falta desse equipamento tem deixado os agressores sem vigilância em vários estados. No entanto, caminhamos na contramão dessa crise. Hoje podemos assegurar que nenhuma mulher amapaense ficará desprotegida por falta de estoque ou logística na instalação imediata desse equipamento”, afirmou Valdirene Amorim.
Amorim acrescentou que, além da tornozeleira eletrônica, o botão de pânico disponibilizado às vítimas tem se mostrado uma ferramenta eficaz no combate à violência doméstica. A policial penal ressaltou a importância da tecnologia como um complemento às ações de segurança.
A delegada Sandra Dantas enfatizou que, em casos de flagrante de violência doméstica, o agressor é encaminhado para custódia. “Isso é um crime grave, a Justiça não afrouxa para violência doméstica, vai preso sim”, declarou Dantas, reforçando o compromisso da justiça em punir os agressores.
As autoridades policiais alertaram que a violência contra a mulher não se restringe a agressões físicas, mas abrange também a violência patrimonial e psicológica. Frequentemente, essas formas de violência antecedem episódios de feminicídio. A Operação Mulher Segura, além de seu caráter punitivo, também desenvolve ações educativas, como palestras, com o objetivo de auxiliar as mulheres a identificarem e romperem ciclos de violência. A iniciativa busca oferecer suporte integral às vítimas, abrangendo desde a proteção imediata até o acompanhamento psicossocial e jurídico.
A Sejusp informou que a operação visa coibir crimes contra mulheres e que as denúncias podem ser feitas pelos canais de emergência e delegacias especializadas. O foco é garantir a aplicação da Lei Maria da Penha e assegurar que as vítimas recebam o amparo necessário do Estado. A integração entre as polícias Civil e Penal, além do apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público, tem sido fundamental para o sucesso das ações em Macapá (AP).
