Macapá (AP) – A Operação Ágata Amazônia Oriental, conduzida pelas Forças Armadas em coordenação com órgãos federais, estaduais e municipais, intensificou ações de fiscalização, patrulhamento e reconhecimento na faixa de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira participam das atividades.
As ações resultaram na fiscalização de veículos, embarcações e pessoas, além da identificação de atividade garimpeira ilegal na foz do Rio Marupi. A iniciativa contou com o apoio de agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Com o objetivo de prevenir ilícitos e reforçar a segurança das comunidades ribeirinhas, patrulhas fluviais foram realizadas em Vila Brasil, Três Saltos, Ilha Bela, na foz do Rio Anotaie, no Parque Nacional do Cabo Orange e em Taparabu, localizados no extremo norte do Amapá.
Postos de bloqueio e controle de estradas foram estabelecidos em pontos estratégicos da BR-156. As operações contaram com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar (PM). Na Ponte Binacional, que liga o Brasil à Guiana Francesa, as fiscalizações foram realizadas em conjunto com a Receita Federal e, posteriormente, com a Vigilância Sanitária.
Militares do Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO), do Exército Brasileiro, instalaram postos de controle e interdição fluvial no Rio Oiapoque. Reconhecimentos aéreos foram executados na Terra Indígena Boca do Marapi.
A operação, conduzida pelo Comando Operacional Conjunto Ágata Amazônia Oriental, ativado pelo Ministério da Defesa, tem como finalidade contribuir para a garantia da soberania nacional, a preservação da integridade territorial e o combate ao crime organizado e a ilícitos transfronteiriços. O trabalho conjunto das Forças Armadas e dos órgãos parceiros prossegue na região.
As ações abrangem regiões terrestres, fluviais e marítimas com maior incidência de ilícitos, nos estados do Amapá e do Pará, sem prejuízo da atuação em outras localidades, conforme as necessidades operacionais. A presença militar visa coibir atividades ilegais como contrabando, descaminho, tráfico de drogas, garimpo ilegal e outras infrações ambientais e de segurança na vasta área de fronteira.
