O desaparecimento do jovem Allax Mineiro, de 25 anos, terminou de forma trágica no sul do Amapá. O mototaxista, também conhecido popularmente como Alex Mineiro, foi localizado sem vida em uma região de mata no município de Laranjal do Jari, após passar horas desaparecido.
Buscas incansáveis e o desabafo do pai
A vítima havia sido vista pela última vez na quinta-feira (25). Diante da falta de notícias, o pai do rapaz iniciou uma procura por conta própria durante a madrugada, percorrendo ramais e diversos bairros da cidade até encontrar o corpo do filho na manhã de sexta-feira (26).
No local da ocorrência, já isolado pelos órgãos de segurança, o pai gravou um registro em vídeo emocionado, cobrando agilidade na apuração dos fatos. Ele enfatizou que o filho era um trabalhador honrado e pediu medidas efetivas para resguardar a integridade dos motociclistas que atuam no transporte de passageiros.
De acordo com o familiar, a categoria enfrenta riscos constantes por atender passageiros desconhecidos. Ele sustentou que o crime dispõe de elementos preliminares que podem auxiliar os investigadores, como fotos, identificações e registros veiculares, reforçando que o caso não pode permanecer impune.
Repercussão e andamento das investigações
A tragédia gerou comoção generalizada entre os moradores da região e impactou a rotina local. Em solidariedade e luto, a Prefeitura de Laranjal do Jari suspendeu compromissos públicos e atos políticos que estavam agendados no distrito de Maracá, incluindo carreatas.
A área passou por perícia técnica e o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames necroscópicos apontarão a causa exata da morte. O inquérito para elucidar a autoria e as circunstâncias do homicídio está sob responsabilidade da Polícia Civil.
Canais para denúncias anônimas
Para colaborar com a elucidação do crime, as forças policiais solicitam que qualquer informação relevante seja repassada aos canais oficiais. A população pode acionar o atendimento de emergência pelo telefone 190 ou entrar em contato direto com o disque-denúncia do 11º Batalhão da Polícia Militar pelo número (96) 99194-9263, com sigilo assegurado.
