PUBLICIDADE

CMN Eleva Remuneração para Impulsionar Investimentos Ecológicos no Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27), um aumento no limite de remuneração para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil. A medida visa incentivar as instituições financeiras a financiarem mais projetos voltados à transformação ecológica em todo o país, incluindo a vasta região amazônica.

Com a nova regra, a remuneração máxima que as instituições financeiras podem receber pela estruturação e operação dos fundos de inovação do programa foi elevada de 2% para até 3% ao ano sobre os recursos injetados. Essa alteração, segundo o Ministério da Fazenda, considera as responsabilidades adicionais que essas instituições terão. Elas não apenas emprestarão os recursos, mas também serão responsáveis pela estruturação e operação dos fundos, o que inclui a coordenação de prestadores de serviços, a definição e acompanhamento da governança e administração, controles financeiros e o monitoramento dos recursos durante todo o ciclo de investimento.

Somada à remuneração fixa de 1% ao ano já existente para os recursos da Linha Eco Invest Brasil, o custo total da operação para os fundos de inovação agora pode chegar a 4% ao ano. É importante ressaltar que, exceto pela remuneração fixa de 1%, os percentuais de até 3% são tetos, e não taxas obrigatórias. Isso significa que as instituições financeiras podem receber menos, dependendo das condições de cada operação e dos contratos firmados.

O Ministério da Fazenda informou que a mudança busca oferecer maior flexibilidade na estruturação dos fundos, ao mesmo tempo em que mantém um limite para o custo dos recursos. Essa adequação se faz necessária, pois os fundos terão uma atuação de longo prazo, demandando maior complexidade nas atividades gerenciais e financeiras.

Os fundos de inovação contemplados por esta nova regra fazem parte do quinto leilão do Eco Invest Brasil e têm como objetivo financiar projetos em cadeias produtivas estratégicas para a transição ecológica. Entre as áreas prioritárias estão fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial na indústria, beneficiamento de minerais críticos, baterias e armazenamento de energia, química verde, biomateriais, e o reaproveitamento e circularidade de resíduos.

A expectativa do governo é que essa atualização contribua para atrair um maior número de instituições financeiras, estimular a concorrência no setor e aprimorar as estruturas de financiamento para projetos alinhados à economia de baixo carbono. A região amazônica, com seu imenso potencial para o desenvolvimento sustentável e a bioeconomia, pode se beneficiar significativamente desses investimentos, fomentando novas tecnologias e negócios que conciliem desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Iniciativas como essa são cruciais para o futuro de estados como Pará (PA), Amazonas (AM) e Amapá (AP), que buscam diversificar suas economias e promover um desenvolvimento mais sustentável.

O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A decisão reflete um esforço contínuo para alinhar as políticas financeiras às metas ambientais e de desenvolvimento sustentável do Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE