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Tufão Narra Força Evacuação de 54 Mil Pessoas no Sudoeste da China

Chuvas torrenciais, provocadas pelo tufão Narra, causaram alagamentos generalizados na região de Guangxi, no sudoeste da China, durante o fim de semana. A precipitação obrigou dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas residências, enquanto meteorologistas alertam para a continuidade das chuvas nos próximos dias.

De acordo com a emissora estatal CCTV, aproximadamente 54 mil pessoas foram retiradas de suas casas. Deste total, 8.087 foram encaminhadas para abrigos de emergência. Os níveis de água em 20 estações de monitoramento, distribuídas em 15 rios da região, ultrapassaram os limites de alerta estabelecidos.

Imagens aéreas divulgadas pela CCTV revelaram águas barrentas cobrindo extensas áreas da cidade de Chongzuo. Ruas e conjuntos de prédios baixos foram submersos. Equipes de resgate foram vistas em ação, atravessando áreas alagadas com água pela altura dos joelhos e utilizando botes infláveis para resgatar moradores ilhados em bairros inundados.

O tufão Narra tem permanecido sobre o golfo de Beibu, também conhecido como golfo de Tonkin, localizado na parte noroeste do Mar do Sul da China, há diversos dias. Essa condição tem levado fortes chuvas para Guangxi e para as províncias vizinhas de Hainan e Guangdong.

A previsão meteorológica indica que as chuvas intensas devem persistir em partes do sul da China até a próxima quarta-feira, 26 de setembro. Áreas em Guangxi, Guangdong, Hainan e Fujian são as que devem registrar os maiores volumes de chuva, segundo a CCTV.

Em função das condições climáticas adversas, a China optou por adiar o lançamento da missão lunar não tripulada Chang’e-7. O lançamento estava originalmente agendado para esta segunda-feira, 24 de setembro, a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, em Hainan. As autoridades justificaram a decisão informando que a espaçonave não havia “atendido às condições de lançamento” necessárias.

O Instituto Nacional de Pesquisa Astronômica da Tailândia, que contribui com uma carga científica para a missão Chang’e-7, confirmou que o adiamento foi diretamente causado pelo tufão. A Agência Espacial Tripulada da China não comentou imediatamente sobre a causa específica do adiamento.

A situação climática na China evoca reflexões sobre os impactos dos fenômenos naturais extremos, que se tornam mais frequentes e intensos em um cenário de mudanças climáticas globais. No contexto amazônico, eventos como secas prolongadas ou inundações severas também afetam comunidades ribeirinhas e tradicionais, exigindo planejamento e ações de adaptação e mitigação.

No Brasil, a gestão de riscos e desastres ambientais na região Norte, que abrange nove estados e uma vasta diversidade de ecossistemas e populações, é um desafio constante. Ações coordenadas entre governos federal, estaduais e municipais, aliadas ao envolvimento de organizações da sociedade civil e da ciência, são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar das populações amazônicas diante de eventos climáticos extremos.

A necessidade de sistemas de alerta precoce eficientes, infraestrutura resiliente e políticas públicas voltadas para a adaptação climática torna-se cada vez mais premente. A experiência chinesa, embora em um contexto geográfico e socioeconômico distinto, reforça a importância de um olhar atento e preventivo para os riscos associados a fenômenos meteorológicos extremos, um alerta que ressoa também para a Amazônia Legal.

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