Um empresário de 48 anos, identificado como Ivo Kos, foi preso em flagrante na zona Oeste de São Paulo na madrugada de sábado (15), sob suspeita de ter agredido e ameaçado sua esposa, a dentista Giullia Falcão, de 27 anos. A divulgação do caso ocorreu após a vítima publicar em redes sociais prints de mensagens trocadas com o companheiro, onde ele profere ameaças explícitas.
As mensagens mostram um diálogo em tom agressivo, com Kos respondendo a questionamentos de Falcão sobre interferências externas no relacionamento. Em uma das falas divulgadas, o empresário afirma: “se quiser bater de frente me fala”, “vai ser bem ruim pra você” e “do mesmo jeito que posso ser bom posso ser bem mal”.
Segundo o relato da dentista, a violência física teria iniciado no interior do veículo do casal e se estendido até a residência. Falcão alega ter sido atingida com um taco de beisebol e ameaçada com um taser, arma de choque de menor potencial ofensivo. A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão em flagrante. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva durante a audiência de custódia.
A vítima relatou que os episódios de violência não foram isolados, citando que outros casos de agressão ocorreram durante os quase três anos de casamento. De acordo com o depoimento, os pais do empresário teriam conhecimento do comportamento do filho e ofereciam apoio.
Em gravações publicadas por Giullia Falcão, é possível observar o rosto machucado da dentista e a alegação de que teve um dedo quebrado. “Esta é a situação em que meu marido me deixou. Veja, um dedo quebrado, meu rosto todo deformado”, declarou a vítima nas redes sociais.
A dentista informou que já havia registrado queixa contra o empresário anteriormente e contratado um advogado criminal na tentativa de buscar medidas para coibir as agressões. Contudo, segundo seu relato, nenhuma ação efetiva teria sido tomada para impedir a continuidade da violência.
Após os incidentes, Falcão procurou atendimento médico em um hospital. Ao retornar à residência do casal, encontrou a porta trancada, impedindo seu acesso. “Todas as minhas coisas estão lá, é a minha casa, onde eu moro. E eles simplesmente…”, lamentou a vítima, que teve seus pertences retidos.
A situação de violência doméstica em São Paulo, como este caso, reflete um problema persistente que afeta inúmeras famílias. No contexto amazônico, onde as distâncias geográficas e a menor presença de infraestrutura de apoio podem agravar a vulnerabilidade das vítimas, o enfrentamento à violência contra a mulher exige atenção especial e políticas públicas adaptadas à realidade regional. A Lei Maria da Penha, por exemplo, busca proteger as mulheres, mas sua aplicação efetiva em áreas remotas da Amazônia Legal, como em comunidades ribeirinhas ou isoladas, apresenta desafios logísticos e culturais que precisam ser superados para garantir o acesso à justiça e à proteção.
