O papa Leão XIV fez um apelo contundente neste domingo pelo fim da violência contra a população palestina na Cisjordânia, território ocupado por Israel. O pronunciamento ocorre em meio a uma escalada de ataques perpetrados por colonos militantes e ao cerco imposto à vila palestina de Qusra, um cenário que reflete a complexidade e a tensão na região amazônica da política internacional.
Relatos indicam que colonos israelenses cercaram residências palestinas, interrompendo o fornecimento de água e eletricidade. Organizações de direitos humanos classificam essas ações como uma estratégia coordenada para a expansão territorial e a consolidação de assentamentos, dificultando a pretensão palestina de estabelecer um Estado independente.
“Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia”, declarou o pontífice, sem detalhar incidentes específicos, mas sublinhando a gravidade da situação humanitária.
O papa Leão XIV também fez um apelo à comunidade internacional para que “tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura”. A declaração foi feita após as orações do meio-dia, proferidas de sua residência em Castel Gandolfo, próxima a Roma.
O Vaticano, historicamente, tem manifestado apoio à criação de um Estado palestino. Essa visão é compartilhada por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU, que reconhecem a viabilidade de um Estado palestino abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como sua capital.
O atual governo de coalizão israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tem promovido a expansão de assentamentos na Cisjordânia. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, chegou a afirmar que a construção de novos assentamentos visa inviabilizar a criação de um Estado palestino.
As Nações Unidas e a maioria dos governos mundiais consideram tais assentamentos ilegais sob o direito internacional, em conformidade com as leis de ocupação militar. Israel, que ocupou a Cisjordânia em 1967, contesta essa classificação, argumentando que o território é disputado e não ocupado.
A situação na Cisjordânia, embora distante geograficamente, ecoa desafios de territorialidade e direitos humanos que, em outras escalas, também são observados em regiões como a Amazônia Legal brasileira, onde questões fundiárias e a proteção de populações vulneráveis demandam atenção constante e ações concretas de governos e da sociedade civil.
A complexidade do conflito israelo-palestino, com suas ramificações políticas, religiosas e humanitárias, serve como um lembrete da necessidade de diplomacia e respeito ao direito internacional para a busca por soluções pacíficas e duradouras. A posição do Papa Leão XIV reforça o papel do Vaticano como um ator influente na promoção do diálogo e da paz global, um esforço que, assim como a preservação da floresta amazônica, exige a colaboração de todas as nações.
