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Dólar Fecha em R$ 5,07, Menor Patamar em um MêS; Bolsa em Baixa

O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (21) em R$ 5,073, registrando seu menor valor de fechamento em pouco mais de um mês. A desvalorização da moeda americana frente ao real foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a alta do petróleo no mercado internacional e a manutenção de juros elevados no Brasil. Apesar da queda do dólar, a bolsa de valores brasileira, medida pelo Ibovespa, operou praticamente estável, encerrando com leve desvalorização de 0,03%.

No cenário amazônico, a influência direta desses movimentos cambiais pode ser sentida no custo de insumos importados, essenciais para diversas cadeias produtivas regionais, como a agricultura e a indústria extrativista. Uma moeda nacional mais forte tende a baratear a aquisição de máquinas, equipamentos e fertilizantes, o que pode beneficiar produtores de estados como Pará (PA) e Amazonas (AM).

O petróleo Brent, principal referência internacional, avançou 2%, fechando em US$ 91,01 o barril, refletindo as tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril de WTI, outro importante indicador, também subiu, cotado a US$ 84,34. Essa valorização da commodity favorece países exportadores, como o Brasil, fortalecendo o real em relação a outras moedas de mercados emergentes. O real, inclusive, apresentou o segundo melhor desempenho entre as moedas de países emergentes no dia, superado apenas pelo peso colombiano.

A alta dos juros domésticos, com a taxa Selic em patamares elevados, continua a atrair investimentos estrangeiros em busca de retornos mais altos através de operações de carry trade. Essa estratégia consiste em transferir capitais de economias avançadas para o Brasil, aproveitando a diferença de taxas de juros, o que contribui para a valorização da moeda brasileira.

No acumulado do ano, o dólar já registra uma queda de 7,57% frente ao real. Mesmo diante de incertezas como a guerra entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, o mercado de câmbio brasileiro demonstrou volatilidade limitada ao longo do dia.

Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão em 173.325,65 pontos, com uma leve queda de 0,03%. O índice oscilou entre perdas e ganhos durante o dia, em um pregão com liquidez reduzida. O giro financeiro foi de R$ 17,9 bilhões, abaixo da média diária registrada no ano.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a alta do petróleo, com os papéis ordinários subindo 1,43% e os preferenciais valorizando-se 1,24%. Esses movimentos ajudaram a mitigar as perdas do índice. No entanto, o desempenho da bolsa brasileira divergiu do cenário internacional. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia, enquanto o mercado brasileiro permaneceu sob pressão devido às incertezas geopolíticas e ao baixo volume de negócios.

Para a economia da Região Amazônica, a estabilidade ou leve queda na bolsa pode ter impacto em investimentos de infraestrutura e em empresas com atuação local cujas ações são negociadas na B3. Setores como o agronegócio, que em estados como Tocantins (TO) e Mato Grosso (MT – parte da Amazônia Legal) tem forte representatividade, dependem de um ambiente econômico estável para atrair capital e expandir suas operações.

A conjuntura econômica, com dólar em baixa e juros altos, embora beneficie importadores e atraia capital financeiro, pode apresentar desafios para exportadores brasileiros que não são produtores de commodities com preços internacionais em alta. A busca por diversificação econômica na Amazônia, com foco em bioeconomia e turismo sustentável, torna-se ainda mais relevante em cenários de volatilidade econômica global e nacional.

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