O lutador de MMA Igor Roger Barreira foi condenado a 12 anos, 10 meses e 8 dias de reclusão pela morte da influenciadora trans Paola Brattcho. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (26), no Fórum Criminal de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (PA). A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, conforme decisão da juíza responsável pelo caso, que manteve a prisão do acusado para o início da execução penal.
O crime ocorreu em março de 2025, em um motel situado no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua. Paola Brattcho foi encontrada sem vida no quarto do estabelecimento. A investigação da Polícia Civil apontou que a influenciadora foi vítima de golpes de faca e atribuiu a responsabilidade pelo assassinato a Igor Roger Barreira. O caso chegou ao tribunal do júri mais de um ano após o ocorrido.
Durante a sessão de julgamento, familiares e amigos da vítima estiveram presentes na porta do fórum, demonstrando apoio e clamando por justiça. Grupos de pessoas trans vestiam camisas brancas com a mensagem “Parem de nos matar”, evidenciando a luta contra a violência e o preconceito que afetam a comunidade.
A apuração policial iniciou com a descoberta do corpo no motel e o consequente acionamento das autoridades. A Polícia Civil, ao longo da investigação, reuniu elementos que subsidiaram a acusação formal contra o lutador de MMA. A dinâmica do crime e a relação entre o acusado e a vítima foram pontos centrais na construção do caso.
O julgamento, realizado em Ananindeua, cidade que integra a vibrante Região Metropolitana de Belém, no coração da Amazônia Legal, buscou dar uma resposta à sociedade e à família de Paola Brattcho. A decisão do júri, embora majoritária, reflete a complexidade do caso e a necessidade de análise aprofundada das provas apresentadas pela acusação e pela defesa. A sentença busca, dentro dos preceitos legais, responsabilizar o autor do crime.
A região amazônica, embora conhecida por sua riqueza natural e cultural, também enfrenta desafios sociais significativos, incluindo a violência. Casos como o de Paola Brattcho evidenciam a necessidade de mecanismos de proteção mais eficazes e de uma justiça célere e equitativa para todas as vítimas, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual. A condenação de Igor Roger Barreira representa um passo importante na busca por justiça, mas a luta por uma sociedade mais segura e inclusiva na Amazônia Legal e em todo o Brasil continua.
A comunidade LGBTQIA+ e ativistas pelos direitos humanos acompanharam de perto o desdobramento do caso, reiterando a importância do julgamento para a responsabilização criminal e para o combate à transfobia. A pena fixada pela Justiça considera as circunstâncias do crime e a gravidade dos fatos, visando coibir novas ocorrências e reafirmar o compromisso do Estado com a defesa da vida e da dignidade humana. O cumprimento da pena em regime fechado reforça o caráter punitivo da sentença.