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Keiko Fujimori SE Aproxima da Presidência do Peru; Sánchez Convoca Protestos

A candidata de direita Keiko Fujimori está em vias de conquistar a Presidência do Peru em uma disputa acirrada. Com 99,38% dos votos apurados, Fujimori mantinha uma vantagem de 39.115 votos sobre seu rival de esquerda, Roberto Sánchez, em uma apuração que tem mantido o país em suspense desde o segundo turno das eleições, realizado em 7 de junho. A diferença representa 0,22% dos votos válidos.

A filha do ex-presidente Alberto Fujimori aparece com 50,11% dos votos válidos, contra 49,89% de Sánchez. Os votos contestados, que ainda não foram totalmente apurados, representam cerca de 140 mil eleitores. Segundo análises, a maioria desses votos provém de Lima e de peruanos residentes no exterior, regiões onde Keiko Fujimori historicamente obtém maior apoio. Especialistas em dados, como Gonzalo Márquez, da consultoria Caleidos, indicam que a tendência de Fujimori se consolidar na liderança é forte, com pouca probabilidade de o resultado ser revertido.

Esta é a quarta tentativa de Keiko Fujimori de chegar à Presidência. Em sua eleição anterior, em 2021, ela foi derrotada pelo candidato de esquerda Pedro Castillo por uma margem mínima de 44.200 votos. Se eleita, Fujimori se tornará a primeira mulher a assumir a Presidência do Peru por eleição direta.

Em meio à lenta contagem e revisão dos votos contestados, o partido de Roberto Sánchez entrou com recursos judiciais solicitando a anulação de votos que favorecem Fujimori. Sánchez também convocou seus apoiadores a realizarem protestos na capital, Lima, na sexta-feira, alegando irregularidades no processo eleitoral conduzido pela autoridade eleitoral peruana.

Tanto a Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a União Europeia (UE) divulgaram comunicados afirmando que a votação transcorreu de forma normal e segura. As missões instaram os candidatos e a população peruana a aguardarem o resultado oficial final, transmitindo uma mensagem de cautela e respeito ao processo democrático.

A situação política no Peru, assim como em outras nações da América do Sul, reflete um cenário de polarização ideológica. A Amazônia, que abrange territórios de diversos países do continente, incluindo o Brasil com seus estados como Pará (PA) e Amazonas (AM), e países vizinhos como o Peru, frequentemente vivencia os reflexos dessas tensões políticas regionais. Mudanças de governo e políticas internas em países vizinhos podem impactar acordos de cooperação ambiental, fiscalização de crimes transfronteiriços e políticas de desenvolvimento sustentável em regiões amazônicas compartilhadas. A estabilidade política no Peru é crucial para a continuidade de iniciativas conjuntas de proteção ambiental e para o desenvolvimento econômico da região amazônica, que enfrenta desafios como o desmatamento, a mineração ilegal e a necessidade de promover alternativas econômicas sustentáveis para as populações locais.

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