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Copa do Mundo: Modric Celebra Quinta Participação com a Croácia

Aos 37 anos, Luka Modric, o eterno maestro do meio-campo croata, irradia uma serenidade que transcende o gramado. Às vésperas de sua quinta Copa do Mundo, um feito que ecoa a longevidade e a paixão pelo esporte, o jogador expressa um desejo singelo, mas profundo: aproveitar cada instante.

Em meio à atmosfera vibrante que antecede a estreia da Croácia no torneio, Modric compartilhou em entrevista coletiva um sentimento de gratidão e renovação. “Meu objetivo neste torneio é aproveitar, dar o meu melhor, mas principalmente aproveitar”, declarou o capitão, cujas palavras carregam o peso de quem já vivenciou glórias e aprendizados em palcos mundiais.

A Copa do Mundo, para muitos povos da Amazônia Legal, como os que habitam as margens do Rio Negro em Manaus (AM) ou as comunidades ribeirinhas próximas a Macapá (AP), é um evento que une famílias e gera conversas em torno das fogueiras. Assim como Modric se prepara para mais um capítulo de sua saga, essas comunidades se reúnem para torcer, compartilhar sonhos e, por vezes, encontrar paralelos entre a resiliência dos atletas e a luta diária pela preservação de suas terras e culturas.

A jornada de Modric na Copa é uma narrativa de persistência, que ressoa com a força dos povos indígenas que, mesmo diante de desafios imensos, mantêm vivas suas tradições e sua conexão com a terra. A cada passe, a cada drible, o jogador croata demonstra uma sabedoria que só o tempo e a experiência podem conferir, algo que os anciãos das aldeias, como os do povo Yanomami em Roraima (RR), transmitem aos mais jovens.

“Quero aproveitar cada jogo e cada treino com esses caras”, acrescentou Modric, evidenciando o valor dos laços formados dentro e fora de campo. Essa camaradagem, esse senso de pertencimento, é um eco das comunidades amazônicas, onde a coletividade é a base da sobrevivência e da celebração. Seja em um campo de futebol em Doha ou em uma clareira na floresta, o espírito de união é o que fortalece.

A estreia da Croácia contra a Inglaterra promete ser um duelo de titãs, um remake de momentos decisivos do passado. Modric, que esteve presente na épica semifinal de 2018, quando a Croácia eliminou os ingleses, e na subsequente derrota na final para a França, carrega consigo a memória de batalhas travadas. Agora, aos 37 anos, ele se vê cercado por uma nova geração de talentos, como o jovem zagueiro de 19 anos Luka Vuskovic, que se juntam à “velha guarda”.

O técnico Zlatko Dalic, ciente da força do adversário, especialmente do artilheiro Harry Kane, declarou: “Estamos preparados”. Essa prontidão, essa capacidade de enfrentar os desafios com confiança, é uma lição que se aplica a todos os contextos. É a mesma garra que vemos nos defensores da floresta em Abaetetuba (PA) ou nos pescadores que lutam por um sustento justo no litoral do Maranhão (MA).

A Copa do Mundo, em sua essência, é um espelho das diversidades e das paixões humanas. Para Modric, é a celebração de uma carreira extraordinária. Para nós, no Setentrional, é uma oportunidade de tecer conexões entre o esporte que move multidões e as histórias de resiliência e beleza que emergem da nossa Amazônia.

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