O motorista Allan Henrique das Chagas Rocha será submetido a júri popular nesta quarta-feira (17), em Belém (PA), acusado de homicídio doloso. Ele é apontado como o responsável por provocar um grave acidente de trânsito que resultou na morte de uma mãe e sua filha, além de deixar o condutor de outro veículo com lesões corporais significativas.
O julgamento está marcado para iniciar às 8h, no plenário do Tribunal do Júri, localizado no térreo do Fórum Criminal da capital paraense. O trágico evento ocorreu na madrugada de 27 de agosto de 2021, nas proximidades do Colégio Santa Catarina, na Avenida Nazaré, uma das vias centrais de Belém.
Investigações apontam para racha
Segundo as apurações conduzidas pelas autoridades, o acidente envolveu dois veículos e teria sido desencadeado após uma possível disputa de “racha”, uma corrida ilegal realizada em vias públicas. A hipótese ganha força considerando que o encontro de carros, evento que precede a suposta corrida, ocorreu no Portal da Amazônia, um ponto de encontro conhecido por reunir entusiastas automotivos na região metropolitana de Belém.
Inicialmente, também surgiu a versão de que o desentendimento poderia ter sido motivado por uma disputa por uma vaga de estacionamento durante o mesmo evento automotivo. Contudo, com o progresso das investigações e a oitiva de testemunhas, o condutor do outro veículo envolvido, identificado como Leandro Torres, prestou depoimento. Ele afirmou categoricamente não ter ingerido bebida alcoólica, não ter participado de festas com som automotivo e declarou não conhecer o acusado, Allan Henrique das Chagas Rocha.
Gravidade e consequências do acidente
Na ocasião do acidente, Allan Rocha e a passageira que o acompanhava no veículo ficaram gravemente feridos e necessitaram de internação hospitalar. A prisão do motorista do Ford Ka, veículo que ele conduzia, foi decretada. Desde então, ele responde judicialmente por homicídio doloso qualificado pela morte das duas mulheres e lesão corporal grave contra Leandro Torres.
Após um período de tratamento e internação, o casal recebeu alta médica semanas depois. Cerca de um mês após o sinistro, Allan foi liberado do hospital e, na sequência, encaminhado à Central de Triagem da Marambaia, onde permaneceu detido, aguardando o desenrolar do processo judicial que culmina, agora, no julgamento em júri popular.
Este caso ressalta a importância da prudência no trânsito e as graves consequências que atitudes imprudentes, como a participação em corridas ilegais, podem acarretar, especialmente em centros urbanos densamente povoados como a capital do Pará. A decisão do júri popular terá um peso significativo na responsabilização criminal do acusado e servirá como alerta para a sociedade sobre os perigos das infrações de trânsito na região amazônica.