O corpo de Amauri Rodrigues dos Santos, de 26 anos, foi encontrado em uma área de mata no bairro Águas Lindas, em Ananindeua, região metropolitana de Belém (PA), na madrugada desta sexta-feira (12). O jovem estava desaparecido desde a madrugada de quarta-feira (10) e era procurado por familiares e amigos, que manifestavam crescente preocupação com seu paradeiro.
A descoberta ocorreu em uma região de vegetação densa, próxima à interseção da avenida Santana do Aurá com a travessa Décima Primeira. O local, de difícil acesso, situa-se nas imediações do Parque Ambiental e do antigo lixão do Aurá, uma área conhecida pela sua paisagem natural e, por vezes, pela sua complexidade geográfica.
Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM), uma denúncia anônima alertou sobre a presença de um corpo na área. A equipe da viatura 3011, pertencente ao 30º Batalhão da PM, sob o comando do sargento Henrique, dirigiu-se ao local e confirmou a veracidade da informação, encontrando Amauri Rodrigues dos Santos.
Ao chegar, os policiais constataram que a vítima estava com as mãos amarradas e vestia apenas um short. O corpo apresentava diversas marcas de violência, incluindo ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo na região da cabeça e em um dos braços. Acredita-se que os ferimentos no braço possam indicar uma tentativa de defesa da vítima antes de ser executada.
A cena do crime foi imediatamente isolada pelos militares para garantir a preservação de evidências. Em seguida, equipes da Polícia Científica, da Divisão de Homicídios e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para realizar os procedimentos periciais necessários, incluindo a remoção do corpo para autópsia.
As circunstâncias exatas que levaram à morte de Amauri Rodrigues dos Santos ainda estão sob investigação. Contudo, os indícios encontrados no local sugerem fortemente que o crime possa ter sido uma execução. A maneira como o corpo foi encontrado – mãos amarradas e sinais de violência –, chamou a atenção dos investigadores e será um ponto central na análise do inquérito policial.
A Polícia Civil, por meio da seccional do Júlia Seffer, iniciou os trabalhos para apurar a motivação do crime e identificar os responsáveis. Nos próximos dias, familiares, amigos e possíveis testemunhas serão ouvidos para reconstruir os últimos passos da vítima antes do desaparecimento e coletar informações que possam levar à elucidação do caso. A investigação busca esclarecer se o crime tem relação com atividades criminosas na região amazônica, que frequentemente enfrenta desafios relacionados à violência e à disputa por territórios.