A Justiça do Pará determinou que o acusado de assassinar o radialista e produtor de eventos Luisinho Costa seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O crime ocorreu em 27 de maio de 2025, dentro das instalações da Rádio Guarany, em Abaetetuba, enquanto a vítima apresentava um programa ao vivo. Esta decisão representa um avanço significativo no processo que apura um dos crimes de maior repercussão na região nordeste do Pará.
Na sentença de pronúncia, proferida pela Vara Criminal de Abaetetuba, foi reconhecida a existência de prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. Com isso, Gleydson Moraes Queiroz irá responder por homicídio qualificado, agravado por motivo torpe e por ter utilizado recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça acolheu integralmente as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e pela assistência da acusação.
Gleydson Queiroz, que confessou o crime, foi preso em flagrante dois dias após o assassinato. A Polícia Civil do Pará conduziu as investigações, que reuniram um conjunto robusto de provas. Entre os elementos coletados estão imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, análises de aparelhos celulares e a apreensão de uma arma de fogo com munições, além de outros materiais considerados cruciais para a elucidação dos fatos.
Conforme os autos do processo, o autor do crime permaneceu nas proximidades da emissora por vários minutos antes de confirmar a presença de Luisinho Costa no estúdio. Em seguida, adentrou o local e efetuou os disparos à queima-roupa, fugindo logo após. A decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri indica que o Conselho de Sentença será responsável por analisar todas as circunstâncias e deliberar sobre a responsabilidade penal do acusado.
A morte de Luisinho Costa gerou grande comoção em Abaetetuba e em toda a região, destacando a vulnerabilidade de comunicadores em exercício de suas funções. A cobertura de crimes contra jornalistas e radialistas é de suma importância para a garantia da liberdade de expressão e para a segurança dos profissionais que atuam na Amazônia Legal. A decisão da Justiça do Pará é vista como um passo importante na busca por justiça para a vítima e seus familiares, reforçando a necessidade de rigor na apuração e julgamento de crimes violentos.
O caso serve como um alerta para a segurança no ambiente de trabalho de profissionais da comunicação em cidades do interior da Amazônia, onde a infraestrutura de segurança pode ser mais limitada. A rápida ação da Polícia Civil e a atuação célere da Justiça demonstram o compromisso em dar uma resposta à sociedade paraense. O Tribunal do Júri, composto por cidadãos, terá a tarefa de julgar o caso com base nas provas apresentadas, buscando a aplicação da justiça.